segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cléber Santana é o terceiro ex-santista a marcar contra o Santos

Deivid, Maikon Leite e Cléber Santana
Se um ex-santista marcar gol contra o Santos, são grandes as chances do Peixe sair como perdedor. Pelo menos é isso que mostra o Brasileirão desse ano. Na derrota desse domingo (31) para o Atlético-PR, foi o ex-santista Cléber Santana quem abriu o placar. Bi-campeão paulista com a camisa alvi-negra (2006/2007), ele é o terceiro ex-jogador do Santos a estufar as redes do Peixe no campeonato. Antes dele, Maikon Leite, na derrota para o Palmeiras por 3 a 0, e Deivid, na derrota para o Flamengo por 5 a 4, marcaram contra o Santos.
 


No total, são 40 ex-santistas espalhados por 17 clubes da série A (só foram contabilizados jogadores que atuaram no profissional do Santos). O Coritiba é o time com o maior número de ex-jogadores (5) enquanto Figueirense e São Paulo não possuem ex-atletas do Santos no elenco.
 


Dentre eles, alguns que fizeram muito sucesso no passado e presente recente como Marcos Assunção, volante do Palmeiras, campeão da Copa Conmebol em 1998, Renato, meia do Botafogo, bi-campeão Brasileiro em 2002 e 2004, e André, atacante do Atlético-MG, campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010.
 


Em compensação, há aqueles que não se deram bem com a camisa santista como Róbson, meia do Avaí, e Felipe Azevedo, atacante do Ceará, ou promessas que não vingaram como Carleto, lateral-esquerdo do América-MG e Zezinho, meia do Bahia.



Confira a lista dos ex-santistas espalhados pela série A
 


América-MG

Preto - zagueiro (Campeão Brasileiro em 2002 e 2004)
Thiago Carleto - lateral-esquerdo (Campeão Paulista em 2007)



Atlético-GO
Bida - meia (atuou no Santos em 2008)

Leonardo - zagueiro (Campeão Brasileiro em 2004)
Paulo Henrique Silva - zagueiro (atuou no Santos em 2009)

Vítor Júnior - meia (atuou no Santos em 2007)



Atlético-MG

André - atacante (Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010)



Atlético-PR

Cléber Santana - meia (Campeão Paulista em 2006 e 2007)

Madson - meia (Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010)

Wagner Diniz - lateral-direito (atuou no Santos em 2009)

Wendel - volante (atuou no Santos em 2008)



Avaí

Fabiano - meia (atuou no Santos em 2003)
Felipe - goleiro (Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010)

Róbson - meia (Campeão Paulista em 2011)

William - atacante (Campeão Brasileiro em 2002 e 2004)



Bahia
Fabinho - volante (Campeão Paulista em 2006)

Reinaldo - atacante (Campeão Paulista em 2006)

Zezinho - meia (atuou no Santos em 2010)
 


Botafogo

Renato - meia (Campeão Brasileiro em 2002 e 2004)



Ceará

Felipe Azevedo - atacante (atuou no Santos em 2009)


Heleno - volante (Campeão Paulista em 2006)

Corinthians

Alessandro - lateral-direito (atuou no Santos em 2007)

Fabio Santos - lateral-esquerdo (atuou no Santos em 2008)



Coritiba

Maranhão - lateral-direito (Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010)
Marcos Aurélio - atacante (Campeão Paulista em 2007)
Pereira - zagueiro (Campeão Brasileiro em 2002 e 2004)
Tcheco - meia (atuou no Santos em 2005)

Triguinho - lateral-esquerdo (atuou no Santos em 2009)

Cruzeiro
Charles - volante (Campeão Paulista e da Libertadores em 2011)

Flamengo 

Deivid - atacante (Campeão Brasileiro em 2004)

Maldonado - volante (Campeão Paulista em 2006 e 2007)



Fluminense

André Luís - zagueiro (Campeão Brasileiro em 2002 e 2004)

Carlinhos - lateral-equerdo (Campeão Paulista em 2006 e 2007)



Grêmio

Marquinhos - meia (Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010)



Internacional

Kléber - lateral-esquerdo (Campeão Paulista em 2006 e 2007)



Palmeiras

Maikon Leite - atacante (Campeão Paulista em 2010 e 2011, Copa do Brasil em 2010 e da Libertadores em 2011)

Marcos Assunção - volante (Campeão do Rio-SP em 1997 e da Copa Conmebol em 1998)

Rivaldo - meia (Campeão Brasileiro em 2004 e Paulista em 2006)

Wellington Paulista - atacante (atuou no Santos em 2006)

Vasco da Gama
Marcio Careca - lateral-esquerdo (Campeão Brasileiro em 2004)

domingo, 31 de julho de 2011

Com novo apagão, Santos perde nos acréscimos

Ibson e Cléber Santana brigam pela bola - Foto: Agência Estado
Jogando mais uma vez com o time considerado ideal pelo técnico Muricy Ramalho, o Santos perdeu para o Atlético-PR por 3 a 2. O gramado encharcado da Arena da Baixada dificultou o bom futebol da partida, só decidida nos acréscimos do segundo tempo, quando Marcinho fez o terceiro gol atleticano.


Neymar, Ganso e Elano, que estrearam no Brasileiro na última rodada, perdem assim a segunda partida seguida do Peixe, que com três partidas a menos, é o 17º colocado, com 11 pontos. O Atlético-PR consegue sua segunda vitória e deixa a lanterna do Campeonato Brasileiro, ocupando agora a 19º colocação com 8 pontos.
 Na próxima rodada, o Peixe vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Vasco, na quarta-feira. Um dia depois, o Atlético-PR pega o Atlético-GO, na casa do adversário.


CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011

Apagão santista

O Santos entrou em campo com a mesma formação que foi derrotado pelo Flamengo na última rodada. Com Arouca, Ibson, Elano e Ganso, o meio de campo provou que ainda precisa se entrosar para dar à devida proteção a zaga. Logo com 4 minutos de jogo, Cléber Santana abriu o placar para o Atlético-PR. Edu Dracena tentou sair jogando e a bola parou na poça d’água, o ex-santista, que parecia estar com ‘pneus de chuva’, se livrou de Ibson e Pará antes de chutar na saída do goleiro Rafael e marcar um belo gol.


Os paranaenses pareciam se adequar melhor ao gramado encharcado e continuaram pressionando o Santos. Quatro minutos depois, Marcinho cobrou escanteio e o zagueiro Manoel, retornando de contusão, subiu sozinho fuzilando o goleiro Rafael que nada pode fazer. 2 a 0.

A torcida paranaense parece não ter digerido o pênalti perdido por Elano na Copa América e vaiou o meia santista durante toda a partida. Ganso não se encontrava na partida, então sobrou para Neymar tentar, de novo, resolver para o Santos. Aos 12, o camisa 11 pegou a sobra do escanteio, com um drible tirou dois marcadores e de fora da área chutou de pé esquerdo indefensável para o goleiro Renan Rocha.


O Atlético-PR se encolheu e apostava nos contra-ataques para aumentar o placar. Aproveitando-se da situação, o Santos tomou conta do jogo, mas com o gramado encharcado, principalmente próximo a meia-lua da grande área, os santistas tinham dificuldades de fazer a bola correr. O único que parecia habituado com o campo era Ibson, que sofria com a dura marcação dos paranaenses. Em uma dessas faltas sofridas pelo novo reforço santista, Elano colocou no ângulo direito, exigindo grande esforço de Renan Rocha, que dessa vez colocou para escanteio.
Borges se movimentava na frente e dava trabalho para os zagueiros atleticanos, mas não conseguia completar o trabalho de pivô para servir os companheiros. Em outra bola parada o Santos teve a última chance do primeiro tempo, mas Elano preferiu cruzar ao invés de bater no gol.

Santos empata, poça d’água vira casaca e gol nos acréscimos


O Atlético-PR voltou para segundo tempo tentando fazer valer seu mando de campo, mas não conseguia criar oportunidades para aumentar o placar. Aos 16 minutos, o técnico Renato Gaúcho, que não pôde contar com Madson, uma vez que ele é jogador do Santos e o contrato não permite, tirou o meia Branquinho e colocou o atacante Rodriguinho. Mas foi o Santos que marcou.
Um minuto depois da substituição, Pará fez boa tabela com Neymar, avançou pela direita e encontrou Borges na área. De costas para gol e com Manoel na marcação, o centroavante dominou com a direita e num rápido giro chutou de perna esquerda para marcar o seu sétimo gol em oito partidas com a camisa do Santos. Era o empate do time da Vila Belmiro, 2 a 2.


E se no primeiro tempo a poça d’água traiu Edu Dracena, desta vez foi a hora dela atrapalhar a vida dos paranaenses. Ganso, sumido na partida, aproveitou a desatenção de Fabrício e chutou para a defesa de Renan Rocha. No rebote, Neymar acertou o travessão.


Com 2 a 2 no placar, o jogo ficou aberto com as duas equipes tentando o gol. Apesar das tentativas, Rafael e Renan Rocha não trabalhavam para evitar os gols.


Aos 46, quando parecia que o jogo ia acabar com um empate, Wagner Diniz, que acabara de entrar e era vaiado pela torcida atleticana, fez boa jogada e cruzou para Edigar Junio, que com leve desvio encontrou Marcinho. Livre na pequena área, ele mergulhou de peixinho para mandar para o fundo das redes. Foi o oitavo gol que o Santos tomou em duas partidas.


Neymar ainda tentou uma jogada individual, mas não havia tempo para mais nada. O resultado coloca um alerta no Santos e, provavelmente, na cabeça de Muricy Ramalho.

Ficha Técnica

Santos: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Ibson (Possebom), Elano e Ganso; Neymar e Borges - Técnico: Muricy Ramalho
Atlético-PR: Renan Rocha; Edílson (Wagner Diniz), Manoel, Fabrício e Paulinho; Deivid, Cléber Santana, Branquinho (Rodriguinho), Kléberson e Marcinho; Morro García (Edigar Junio) - Técnico: Renato Gaúcho
Gols: CAP: Cléber Santana, aos 4min e Manoel, aos 9min do 1º tempo; Marcinho, aos 45 do 2º tempo. SAN: Neymar, aos 12min do 1º tempo; Borges, aos 17min do 2º tempo
Cartões Amarelos: CAP: Edílson e Rodriguinho. SAN: Ibson, Elano, Neymar e Durval
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique
Local: Arena da Baixada - Curitiba, PR
Público Pagante: 18.908
Renda: R$ 445.610,00

Enquete - Torcedor ainda prefere Elano

Em mais uma enquete, perguntamos ao torcedor quem ele prefere como titular, Elano ou Ibson? E para 50% dos participantes, o camisa 8 ainda merece lugar no time principal. Já 35% acreditam que ambos deveriam ser titulares enquanto 15% preferem o recém chegado meio campista. No ar desde a semana passada, o resultado teve pouca interferência do jogo da última quarta-feira (27) quando Elano perdeu pênalti e saiu vaiado por parte da torcida.

Em sua segunda passagem pelo time da Vila Belmiro, Elano chegou ao clube no fim do ano passado. Vindo da Turquia, o meia não teve férias. Sua reestreia foi em janeiro, pela segunda rodada do Paulistão. Com um começo avassalador, terminou como um dos artilheiros do campeonato (11 gols ao lado de Liedson). Contudo, caiu de rendimento já nas fases finais do estadual. Seu último gol, foi marcado dia 30 de abril, contra o São Paulo, pela semifinal do Paulistão.

A chance de acabar com o jejum veio no último jogo, após pênalti sofrido por Neymar. Borges cobraria o pênalti mas, Elano se dispôs a batê-lo a fim de apagar a má imagem deixada por ele ao desperdirçar uma penalidade pela seleção brasileira na Copa América. Contudo, a cavadinha não enganou o goleiro Felipe e o Santos acabou perdendo a partida por 5 a 4.

Para a próxima partida, Ibson e Elano mais uma vez atuarão juntos. Entretanto, para a partida contra o Vasco, na próxima quarta-feira (03), é previsto o retorno do volante Adriano. "Xodó" do técnico, ele é um dos jogadores que mais atual no ano (36 partidas). Sua vaga no time titular parece certa. Ibson ou Elano sairiam do time.

E não deixem de votar na nova enquete do blog - "O Santos ainda tem condições de brigar pelo título do Brasileirão?". O resultado sai na próxima semana.

Atlético PR - O Centro de Reabilitação santista

Wesley, Maikon Leite e Madson - Jogadores com boas passagens por ambos clubes
Na última década, a rivalidade entre Santos e Atlético-PR aumentou bastante. No Brasileirão 2004, ultrapassagem santista na penúltima rodada e título com apenas três pontos de vantagem sobre o Atlético. O troco veio na Libertadores do ano seguinte quando, com duas vitórias, o Furacão eliminou o Peixe nas quartas-de-final.

Entretanto, a disputa entre os clubes ficou restrita aos gramados. Fora deles, uma prática que ocorre desde 2009 vem trazendo benefícios para ambas equipes. O empréstimo de jogadores santistas para a equipe paranaense e posterior retorno dos atletas ao time paulista.

O primeiro caso foi do meio campista Wesley, atualmente no Werder Bremen-ALE. Atacante da base santista e apontado como "sucessor" de Robinho, subiu ao profissional em 2007. Entretanto, jamais conseguiu comprovar sua fama de artilheiro marcando apenas um gol em 47 jogos entre 2007 e 2008.

Sem chances na equipe santista, foi emprestado por um ano ao Atlético-PR em 2009. E sob o comando de Geninho, o atleta se redescobriu como meio campista. Jogando ora como volante, ora como ala-direito, Wesley conquistou o Campeonato Paranaense e foi um dos destaques da equipe no Brasileirão com dois gols marcados. Ao final daquele ano a equipe paranaense tentou adquirir o jogador mas a falta de acerto resultou no retorno do atleta à Vila Belmiro.

De volta ao time santista, Wesley superou a desconfiança do torcedor e caiu nas graças do técnico Dorival Júnior. Atuando como volante ou lateral direito, Wesley era o coringa da equipe. Na marcação, no ataque e na armação, se notabilizou pelos chutes de longa distância. Foram mais nove gols com a camisa santista e os títulos Paulista e da Copa do Brasil. Em agosto de 2010 foi vendido ao Werder Bremen por 10 milhões de euros (22,6 milhões de reais).

No mesmo ano, Maikon Leite retornava ao Santos após duas cirurgias no joelho e muitas incertezas acerca de sua carreira. Reserva de Neymar, entrou em alguns jogos do Paulistão marcando apenas um gol. Ao final do primeiro semestre, a diretoria optou por emprestá-lo por seis meses ao Atlético-PR, na esperança de que o atleta adquirisse uma sequência de jogos.

No clube paranaense foram quatro gols no Brasileirão 2010 que ajudaram o Atlético-PR a sair da zona de rebaixamento para a quase classificação à Libertadores 2011 (acabou o campeonato em quinto lugar).

Retornou ao Santos valorizado. Em janeiro desse ano assinou pré-contrato milionário com o Palmeiras. E mesmo com apenas mais seis meses no clube santista, foi um dos destaques do título Paulista com sete gols.

Em 2011, o emprestado da vez é o meio campista Madson. No Santos desde 2009, o Baixinho teve início meteórico no time da baixada. Carismático, rapidamente caiu nas graças do torcedor no Paulistão daquele ano. Com quatro gols, foi um dos destaques do time vice-campeão.

Em 2010, com o crescimento de Neymar e Ganso, foi relegado ao banco de reservas. Mesmo assim, era bastante utilizado pelo técnico Dorival Júnior marcando mais seis gols entre Paulistão e Copa do Brasil. Contudo, problemas disciplinares e insatisfação com a reserva, acabaram diminuindo o espaço do atleta no clube.

No começo desse ano foi emprestado ao Atlético-PR. No time paranaense, foi vice-campeão estadual e é até agora, um dos poucos destaques da equipe nesse Brasileirão. Com dois gols marcados no campeonato brasileiro, o Baixinho, que não pode enfrentar o Santos, é só elogios a sua ex-equipe. "O Santos é o melhor time do Brasil com jogadores da Seleção Brasileira".

Seu empréstimo com o clube paranaense vai até o final desse ano. Se for bem, pode retornar ao alvi-negro no ano do centenário santista (seu contrato com o Santos vai até o final de 2012). E ao Atlético caberá quem sabe, na próxima temporada, recuperar outro atleta. Candidatos não faltam.

sábado, 30 de julho de 2011

Contra outro rubro-negro, Santos busca 1ª vitória fora de casa

Jogo histórico. Gol do ano. Ressurgimento de Ronaldinho. Encontro de gerações. Muito foi dito sobre a última partida do Santos, quarta-feira passada (27), contra o Flamengo. No entanto, para o clube da Vila, o que de concreto restou foram, mais uma derrota (primeira em casa no campeonato) e a zona do rebaixamento. Com os mesmos 11 pontos, o time encontra-se agora na 17ª posição.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011

Buscando a primeira vitória fora de casa e o aguardado "embalo" no Brasileirão, a equipe viaja até Curitiba para enfrentar outro rubro-negro pela 13ª rodada da competição. Contudo, diferentemente do Flamengo, o Atlético-PR realiza péssima campanha. Atual lanterna da competição, o Furacão tem cinco pontos e apenas uma vitória. Após 12 rodadas essa é a pior campanha do time paranaense na era dos pontos corridos.

Mesmo time

Pela primeira vez no torneio, Muricy escalará a mesma equipe em duas partidas seguidas. E, apesar dos cinco gols sofridos contra o Flamengo, ele quer o time jogando no ataque. "O time vai jogar assim, respeitando o que temos de melhor. Ainda vamos ter o Danilo, Henrique, mas a característica vai continuar igual", disse Muricy.

Elano, vaiado pela torcida após perder pênalti na última partida, continua como titular. Após o jogo, ele chegou a dizer que preferia sair da equipe a continuar sendo criticado. No entanto, em entrevista à TV Record, reiterou o desejo de continuar no país. "Tenho a satisfação de estar no Santos e ter conquistado em seis meses dois títulos. Não quero ir embora, o Brasil é muito bom", comentou o meia.

O camisa 8 também explicou como ocorreu a tentativa de sequestro a seu pai, Geraldo Blumer, no sítio que mantém na cidade de Iracemápolis (interior de SP). Ele havia revelado o drama familiar após a partida contra o Flamengo. "Os ladrões chegaram a entrar em casa e só depois viram fotos minha no Santos e Seleção, fotos da minha família. No dia seguinte chegou um funcionário do sítio vizinho e falou 'Gera, é melhor você sair daqui, o pessoal falou que quer te pegar'", revelou.

Tanto o técnico Muricy como o elenco acreditam na recuperação de Elano. "Se ele não tem nenhum problema físico e quer jogar, vai jogar", disse o comandante santista. O lateral Léo, um dos mais experientes do grupo e amigo de Elano, acredita na permanência do meia. "O Elano está passando por um momento difícil, mas sabe que aqui encontra uma família. Ele terá o apoio de todos para que supere isso. Eu acredito e espero que ele não saia pois é um jogador muito importante".

Madson não joga

Do lado rubro-negro, o meia Madson, emprestado pelo Santos, não joga devido a acordos contratuais. Entretanto, mesmo que pudesse, não enfrentaria sua ex-equipe por estar suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Quem pode aparecer no seu lugar é o atacante Rodriguinho, ex Flumuninese e Santo André ou o meia Branquinho.

Já para o lugar do zagueiro Gustavo Lazaretti, que foi expulso na partida contra o Ceará, Renato Gaúcho poderá escalar Manoel, liberado pelo departamento médico após duas rodadas se recuperando de problemas na coxa direita.

Arena lotada

Encantados com a última partida do Peixe, a torcida paranaense do Santos esgotou em apenas um dia os 2,5 mil ingressos disponibilizados. E a torcida do Furacão deve fazer o mesmo. Apesar da péssima campanha da equipe paranaense, os rubro-negros levam em média mais de 15000 torcedores por partida (quinta maior do campeonato).

Santos: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Ibson, Elano e PH Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho

Atlético-PR: Renan Rocha; Edílson, Manoel, Fabrício e Paulinho; Deivid, Cleber Santana, Kleberson e Marcinho; Rodriguinho (Branquinho) e Morro García. Técnico: Renato Gaúcho
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Francisco Pereira de Sousa

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Elano perde o terceiro pênalti em 2011, e é vaiado pela torcida

Foto: Divulgação/ Santos FC
Elano não vive uma boa fase. O pênalti desperdiçado pelo meia na derrota do Santos diante do Flamengo, por 5 a 4, na última quarta-feira em plena Vila Belmiro, quando o jogo estava 3 a 2 para a equipe santista, foi o terceiro perdido pelo camisa 8 nesta temporada. 

Antes do erro contra os cariocas, Elano já havia perdido um pênalti diante do Noroeste pelo Campeonato Paulista, e também defendendo a seleção brasileira, contra o Paraguai, na Copa América da Argentina.

Em 2011, o jogador cobrou oito pênaltis e, apesar de errar três cobranças e sofrer com as vaias da torcida santista, o meia marcou cinco gols: contra Grêmio Prudente, São Caetano, São Bernardo, Bragantino e Cerro Porteño.




O técnico Muricy Ramalho criticou o jogador pela maneira displicente como ele bateu o pênalti sofrido por Neymar durante o jogo contra o Flamengo. Elano optou por uma cavadinha e acabou recuando a bola para o goleiro Felipe. “Pelo pênalti que ele bateu, a torcida até que tratou bem demais, pois foi feio e, isso eu falei para ele mesmo. Agora, ele foi legal de reconhecer que errou” afirma Muricy.



Em entrevista o jogador pediu desculpas e respeito dos torcedores. “Estou vindo aqui para pedir desculpas aos torcedores. Peço que eles tenham paciência e me respeitem. São cinco anos, quatro títulos, dois históricos. Hoje eles estão com razão, mas peço respeito”, afirmou Elano.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Com selecionáveis, Santos pega o Flamengo

Mais de dois meses após seu início e 8 jogos depois, o Santos enfim poderá dizer que "começou" o Brasileirão 2011. Nesta quarta-feira (27), às 21h50, o Peixe encara o Flamengo, pela 12ª rodada, na Vila Belmiro com Neymar, PH Ganso e Elano como titulares. Será a estreia dos três no campeonato. Sem jogarem com a camisa santista desde a final da Libertadores, o trio atuou poucas vezes juntos no ano. Foram 12 das 45 partidas do time, com sete vitórias, dois empates e três derrotas. Um aproveitamento de 66%, bem melhor que os 45% que a equipe possui no campeonato. Com 11 pontos, o time encontra-se na 14ª posição.
 

Contudo, o retorno de ambos pode durar pouco. Nesta semana, Ganso e Neymar mais uma vez foram convocados por Mano Menezes, para o amistoso da Seleção contra a Alemanha, dia 10 de agosto, em Stuttgart. No mesmo dia, em partida adiada da 5ª rodada, o Santos encara o Corinthians. A diretoria do clube já entrou com um pedido de novo adiamento.
 

Ibson também estreia

Além do citado trio, outra atração da partida será a estreia de Ibson com a camisa alvi-negra. E no seu retorno ao Brasil, o jogador enfrentará justamente seu ex-clube. No Flamengo, Ibson viveu seu melhor momento na carreira, conquistando três títulos cariocas (2004, 2008 e 2009) e um Campeonato Brasileiro (2009). "Tenho respeito pelo Flamengo pois foi o time que me projetou. Tenho grande carinho pela torcida, só que hoje tenho que defender a camisa do Santos".

Com a contusão de Adriano, Muricy optou por escalar Ibson ao lado de Elano e Ganso, formando um meio de campo bastante criativo. "A expectativa é grande. Espero que o Santos possa mostrar um grande futebol", finalizou o meia. Alex Sandro e Danilo, convocados para o Mundial sub-20, são os outros desfalques. Alan Kardec, outro recém contratado do clube, fica como opção no banco de reservas.

Pequeno tabu em jogo

Apesar de historicamente o Santos ter boa vantagem contra o Flamengo jogando na Vila Belmiro em Campeonatos Brasileiros (sete vitórias, quatro empates e somente uma derrota), desde 2007 o Peixe não derrota o time rubro-negro. Já são sete jogos sem vitórias com três empates e quatro derrotas. Ano passado, dois 0 a 0 sendo um deles, o último jogo antes do fechamento do estádio do Maracanã para as obras da Copa de 2014.

Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves voltam

Pelo lado rubro-negro, destaque para as voltas das estrelas Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho, que suspensos, não enfrentaram o Ceará. Único invicto do torneio, o time carioca é terceiro colocado com 21 pontos. Felipe, com dores nas costas, é dúvida para o jogo. Caso seja barrado, Paulo Vitor assume a meta. Outra atração do jogo será a volta do atacante Deivid à Vila Belmiro. Formado pelas categorias do Peixe, o camisa 9 foi campeão brasileiro em 2004 pelo Santos.

Santos: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Ibson, Elano e Ganso; Neymar e Borges. Técnico Muricy Ramalho
Flamengo: Felipe (Paulo Vitor); Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Junior César; Luiz Antônio, Williams, Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Papo de Pescador – Paixão Hereditária

Na família Coccareli torcer para o Santos é mais que tradição, é obrigação. Uma herança passada de pai para filho, desde o avô até o irmão caçula. Todos na família de Marcos Coccareli, 20 anos, são santistas.
O jovem não teve muita escolha, ainda muito pequeno já vestia a camiseta do clube. E se alguns anos atrás vestir a camisa preta e branca era imposição, hoje, faz isso por paixão.

Aos 10 anos, Marcos pisou pela primeira vez em um campo de futebol. Para os mais supersticiosos, o garoto levou sorte ao Peixe.  Em um amistoso realizado no Anacleto Campanella, no dia 28 de julho de 2001, Santos e São Caetano se enfrentaram e o time alvinegro levou a melhor, fez 1 a 0 em cima do adversário e saiu de campo com a vitória.

Marcos costumava acompanhar os jogos pela televisão, em casa. Mas na final do Brasileiro de 2002, ele estava lá, na arquibancada do Morumbi e viu o Peixe levantar a taça de campeão. 


 “Depois de ver o Santos levantar a taça, eu comecei a ir ao estádio. Toda vez que o Santos joga em São Paulo, eu estou lá”, conta.

Diferente de muitos torcedores que viram o Santos ficar na fila por anos, Marcos vem de uma geração privilegiada. Viu o time alvinegro ser campeão Brasileiro duas vezes (2002 e 2004), campeão Paulista quatro vezes (2006, 2007, 2010 e 2011), campeão da Copa do Brasil (2010) e, mais recentemente, presenciou o mais importante título dos últimos 48 anos, a Copa Libertadores.

Com o tri da Libertadores, o Peixe carimbou o passaporte para o Mundial de Clubes da Fifa, que acontecerá no Japão entre 8 e 18 de dezembro. Na opinião do jovem torcedor, as chances são grandes de voltar com o título para casa.

“Acho sim que o Neymar e o Ganso ficam no Santos até o fim do ano e acredito que esse time tem muitas chances de vencer o Mundial”, fala esperançoso.

Quando o assunto é o futebol das antigas, a chamada “Era Pelé”, Marcos conta que sabe apenas o que vê em vídeos e o que ouve de histórias que contam. Diz saber do time brilhante que o Santos tinha naquela época, mas que sente orgulho de fazer parte desta geração. Uma geração que poderá contar as próprias histórias e vivenciar as próprias emoções.

E se Marcos faz parte da nova geração, seu ídolo também. Diferente da maioria dos garotos que se espalham em Neymar, o jovem tem como inspiração o lateral esquerdo, Léo.

“Apesar de não ser um grande jogador e não fazer muitos gols eu o admiro pela sua raça, pelo que ele representa e pelo que passa para o time”, fala.

Marcos diz ter consciência de que Léo está longe de ser um grande craque, mas que o admira mesmo assim. A admiração é tanta que em qualquer lugar que joga bola, seja com o time da igreja, ou com os amigos na rua, faz questão de ficar com a camisa 3, número usado pelo lateral.

E apesar de toda a idolatria, revela que Léo não está na sua lista dos cinco melhores jogadores que, em sua opinião, já passaram pelo Santos. E depois de um longo suspiro, a lista é revelada.

“Para mim, os verdadeiros craques da Vila são Rodolfo Rodrigues, Pelé, Pepe, Robinho e Neymar”, finaliza com um sorriso tímido.

Após "intertemporada", Santos volta a maratona de jogos

Com o fim da Copa América e a volta do trio Neymar, Elano e Ganso, a equipe do Santos enfim jogará as partidas adiadas pelo Brasileirão. Desde as finais da Libertadores, houve quatro partidas remarcadas, sendo que destas, apenas o jogo contra o América-MG já foi disputado. Os demais confrontos adiados foram contra Corinthians (5ª rodada), Fluminense (8ª rodada) e Grêmio (11ª rodada).

Após tamanha folga no calendário, o mês de julho totalizará ao seu final cinco partidas. Junto de janeiro, é até agora o mês mais "vazio" do ano. A diferença é que nos primeiros 15 dias do ano a equipe esteve em pré-temporada. Em compensação, a partir de agora, o time enfrentará uma maratona de jogos semelhante aos meses de abril e maio, quando disputou paralelamente Paulistão e Libertadores. De 27 de julho a 10 de setembro, serão 14 partidas (praticamente 1 jogo a cada 3 dias).

Só em agosto, o Peixe entrará em campo 9 vezes, igualando o mês de abril como o mais "cheio" da temporada. Com as conquistas do Paulistão e Libertadores, os 38 jogos do Brasileirão e as duas partidas do Mundial, a equipe chegará ao final do ano com o máximo de jogos possíveis. Serão 77 partidas, três a mais que no ano passado. Como comparação, o Barcelona, que na temporada passada foi campeão da Champions League, Campeonato Espanhol, Supercopa da Espanha e finalista da Copa do Rei, disputou 62 partidas.

Mês a mês, o número de jogos do Santos em 2011

Janeiro - 5 partidas
Fevereiro - 6 partidas
Março - 8 partidas
Abril - 9 partidas
Maio - 8 partidas
Junho - 6 partidas
Julho -  5 partidas
Agosto - 9 partidas
Setembro - 6 partidas
Outubro - 7 partidas
Novembro - 5 partidas
Dezembro - 3 partidas

domingo, 24 de julho de 2011

Santos lança pacotes para torcedores irem ao Japão

Toyota Stadium, palco do 1º jogo do Peixe
Se o torcedor santista quiser testemunhar o provável confronto entre Neymar e Messi já sabe quanto precisará economizar. O Santos lançou, por meio da sua agência oficial de viagens, a Santos Tour, pacotes para assistir à disputa do Mundial Interclubes, em dezembro, no Japão. São 21 opções de roteiros com preços que variam entre US$ 4.490,00 (cerca de R$ 7 mil) a US$ 12.540 (R$ 20 mil).
 
Em todos os pacotes estão incluídos as passagens aéreas Guarulhos – Tóquio – Guarulhos; hospedagem em um hotel na região central da capital japonesa; translado Aeroporto – Hotel – Aeroporto e Translado Hotel – Estádio – Hotel, nos dois jogos do time, além de almoço no Boteco da Vila especial, em Tóquio.
 
Os preços variam de acordo com a opção feita pelo torcedor. Se ele preferir maior comodidade, pode escolher por viajar na classe executiva e se hospedar em um hotel cinco estrelas de Tóquio. Os dias do embarque e do retorno também alteram o valor do pacote. A empresa disponibiliza o embarque entre os dias 8 e 12 e retorno entre os dias 19 e 21.
 
O torcedor santista deve ficar atento, já que as vagas são limitadas. Para que o torcedor obtenha todas as informações necessárias sobre os pacotes, a Santos Tour criou um hotsite (www.santosnojapao.com.br).
 
Além do pacote, o torcedor deve reservar um dinheiro para os ingressos, que não estão incluídos, uma vez que a Fifa não divulgou os preços. O torcedor que adquirir algum dos pacotes oferecido pela agência de viagens do Peixe terá prioridade para adquirir ingressos para o torneio.
 
O Santos, que tem o direito de disputar o Mundial por ter sido campeão da Libertadores, estreia no dia 14 no Toyota Stadium. O time da Vila Belmiro jogará contra o vencedor de Monterrey-MEX e o representante africano ainda indefinido. Se vencer, o Peixe joga a decisão no dia 18 de dezembro em Yokohama. Caso dispute o 3º lugar, a partida acontece no mesmo local, horas antes da decisão.