Mostrando postagens com marcador Pós-Jogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pós-Jogo. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de outubro de 2011

Com um a mais, Santos sofre gol no último minuto e perde para o Flu

Rafael Sóbis comemora gol
Foto: Dhavid Normando
Uma partida eletrizante, com várias chances de gols, importantes defesas de ambos goleiros e placar se alterando nos minutos finais. Assim foi Fluminense e Santos, que se enfrentaram neste sábado (01), em Volta Redonda. Quando o estreante Rentería empatou a partida aos 44 minutos do segundo tempo, a expectativa era de que a partida terminasse 2 a 2, afinal, o Santos jogava com um a mais desde os 37 minutos e dominava a posse de bola. Contudo, no último lance, após cobrança de escanteio de Rafael Sóbis, Márcio Rosário subiu mais do que toda a zaga santista e garantiu os três pontos ao time carioca. Agora com 44 pontos, o Tricolor carioca está a cinco pontos da liderança. Já o Santos, estagnou nos 35 pontos e pode, dependendo dos resultados, terminar a rodada na 13ª posição. Na próxima quarta-feira, o Peixe faz mais uma de suas partidas atrasadas, contra o Grêmio, no Olímpico, às 20:30. Enquanto isso, no próximo domingo, o Fluminense faz clássico contra o Flamengo, no Engenhão, às 16h.

Primeiro tempo equilibrado e empatado


Com Elano de volta ao time titular, Muricy pôde colocar em campo o time próximo do ideal (a única ausência continua sendo Ganso). E mantendo o esquema com os três atacantes, foi o Santos que teve a primeira boa chance da partida, com chute cruzado de Borges, espalmado por Diego Cavalieri.

A resposta do Fluminense veio rápida, quatro minutos depois, com uma cabeçada de Fred. Após cruzamento de Marquinho (um dos melhores em campo), o atacante tricolor nem precisou sair do chão para cabecear para baixo, mas em cima do goleiro Rafael.

Lá e cá, aos 23 minutos, quase um golaço de Neymar. Arouca, mais uma vez jogando bem contra seu ex-clube, fez fila na zaga tricolor e tocou para Neymar, que com extrema categoria, aplicou um chapéu em Digão e sem deixar a bola cair no chão, arrematou para fora.

A nova resposta tricolor veio mais uma vez com a dupla Marquinho-Fred. Dessa vez, o volante fez ótima tabela com o camisa 9, ficando cara a cara com Rafael, que com a ponta do pé, desviou o chute de Marquinho.

A tréplica santista veio com um gol. Aos 32 minutos, Rafael puxou rápido contra-ataque com Neymar, que da esquerda, fez sua tradicional arrancada em velocidade e, na entrada da área, chutou rasteiro, no canto direito de Diego Cavalieri. 1 a 0 para o Santos e quinto gol de Neymar no campeonato, que encerrou um jejum de oito jogos sem marcar com a camisa santista.

O gol animou o time paulista que quase ampliou dois minutos mais tarde. Neymar, novamente na esquerda, cruzou para Arouca, que sem marcação, chutou em cima de Cavalieiri. Contudo, quem acabou marcando foi o Fluminense, novamente em jogada de Marquinho e Fred, que tabelaram na entrada da área até Marquinho, mais uma vez, aparecer de frente para o gol. Rafael novamente conseguiu fazer a defesa, mas no rebote, o camisa 8 tricolor empurrou para o gol vazio.

Aos 50 minutos, Fluminense garante a vitória


Para o segundo tempo, Abel Braga sacou o argentino Lanzini para a entra da luso-brasileiro Deco. E foi nos pés do camisa 20 que surgiu a primeira boa oportunidade da etapa. Após cobrança de falta de Deco, Rafael saiu mal do gol e Leandro Euzébio cabeceou na trave.

Apostando nos contra-ataques, o Santos só conseguiu sua primeira boa chance da etapa aos 15 minutos. Alan Kardec fez passe em profundidade para Borges na direita. O artilheiro do campeonato partiu em velocidade e da entrada da área chutou para fora. Sem marcar, o camisa 9 encerrou uma sequência de seis partidas seguidas marcando gols com a camisa alvinegra.

Com Martinuccio apagado em campo, Abel sacou o ex-jogador do Peñarol para a entrada de Rafael Sóbis. E foi com seu novo atacante que o Fluminense conseguiu desempatar a partida. Diguinho tocou para o atacante, que de fora da área, dominou e, de bate pronto, chutou no ângulo de Rafael, marcando um golaço.

Atrás no placar, Muricy sacou Arouca e Elano e promoveu as entradas de Ibson e Rentería, que fez sua estreia. Com apenas um volante e quatro atacantes, o Santos partiu para o ataque, mas parava nas faltas do time carioca. Em uma dessas, Digão acertou o atacante colombiano, sendo expulso aos 37 minutos. Mesmo com um a mais, o Peixe não conseguia criar jogadas, esbarrando no ferroulho defensivo montado por Abel. Mas quando a partida parecia definida, aos 44 minutos, Neymar, sempre na esquerda, partiu na diagonal e abriu para Rentería, de fora da área, acertar o canto de Cavalieri com um chute rasteiro. Estreia perfeita para o atacante colombiano que garantia até então importante ponto para o Santos.

Contudo, nem Rentería, tampouco o restante do elenco alvinegro, imaginariam que o Tricolor ainda tivesse forças para reagir. Aos 50 minutos, na última jogada da partida, Rafael Sóbis cobrou escanteio e Márcio Rosário subiu mais que a zaga santista, cabeceando firme, no canto direito de Rafael, selando a vitória tricolor e praticamente acabando com qualquer sonho santista em conquistar o Brasileirão 2011.


FLUMINENSE 3 X 2 SANTOS

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)

Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)

Auxiliares: José Amilton Pontarolo (PR) e Pedro Martinelli Christino (PR)

Renda e público: R$ 266.125,00/ 11.780 pagantes e 15.260 presentes

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Mariano, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho e Lanzini (Deco, intervalo); Martinuccio (Rafael Sobis 20'/2ºT) e Fred (Márcio Rosário 41'/2ºT). Técnico: Abel Braga.
SANTOS: Rafael; Danilo (Adriano 21'/1ºT), Edu Dracena, Durval e Eder Lima; Henrique, Arouca (Ibson 32'/2ºT) e Elano (Rentería 32'/2ºT); Neymar, Borges e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.

Cartões amarelos: Digão 25'/1ºT, Deco 13'/2ºT, Leandro Euzébio 21'/2ºT (FLU); Eder Lima 24'/1ºT (SAN)

Cartão vermelho: Digão 36'/2ºT (FLU)

Gols: Neymar 32'/1ºT (0-1), Marquinho 37'/1ºT (1-1), Rafael Sobis 27'/2ºT (2-1), Rentería 44'/2ºT (2-2) e Márcio Rosário 49'/2ºT (3-2)

domingo, 25 de setembro de 2011

Fim da série invicta. Figueirense derrota o Santos por 3 a 2

Foto: Ricardo Nogueira - Folhapress
Neymar não marca gols há sete partidas. Borges, nos últimos seis jogos marcou sete vezes. No entanto, sem Neymar e com Borges mais uma vez deixando sua marca, o Santos não foi capaz de superar o Figueirense, dando fim a uma série de oito partidas sem derrotas. Na Vila Belmiro, jogando nos erros do Peixe, o Figueirense venceu por 3 a 2 - Júlio César duas vezes e Welington Nem - dando fim a uma sequência de cinco jogos sem vitórias. Além do camisa 9, o veterano Léo descontou para o time da casa. Com o resultado, o alvinegro praiano perdeu uma posição, justamente para o time catarinense, caindo para o 11º posto. Na próxima rodada, o Santos viaja até Volta Redonda, onde enfrenta o Fluminense, sábado, novamente às 18h. Já o Figueirense recebe em casa o Coritiba, um dia depois, às 16h.

 

Defesa vacila, Figueirense marca duas vezes, mas Santos empata

Sem Neymar, a expectativa era de que Muricy armasse um time com três volantes (Adriano, Arouca e Henrique), com Ibson, Alan Kardec e Borges mais avançados. No entanto, o "professor" resolveu apostar mais uma vez em Felipe Anderson, deixando Arouca como o protetor da zaga. Na teoria, um time mais ofensivo. Na prática, uma equipe que mostrou posse de bola, mas que facilmente caiu na marcação do time visitante. E apostando nos contra-ataques, o Figueirense abriu o placar logo aos 8 minutos. Júlio César sofreu falta de Henrique na entrada da área. Na cobrança, realizada pelo próprio Júlio, a bola passou com força, no meio da barreira e ao desviar nos jogadores do Santos, enganou o goleiro Rafael. Antes de entrar, ela ainda quicou no gramado para complicar ainda mais.

Em vantagem no placar, o Figueirense fechou-se ainda mais no setor defensivo, criando uma barreira quase intransponível ao time santista. E foi nesse momento que o Santos mais sentiu falta de sua estrela. Com Neymar, o drible e o improviso seriam capazes de abrir os espaços necessários. Sem ele o time mostrou-se uma equipe "comum", com muitas trocas de passes mas sem mobilidade.

O mais lúcido era Borges e aos 24 minutos, em sua primeira oportunidade, o atacante mostrou porque foi convocado por Mano Menezes. Após receber passe de Léo, na entrada area, o atleta girou para cima do marcador e com um leve toque tirou de outro adversário. A bola pareceu ter se oferecido e quicou na frente do artilheiro que com um chute certeiro empatou para o time da Vila Belmiro mostrando que a fase é realmente boa. Foi o 19º gol do artilheiro do campeonato.

No entanto o empate durou pouco. Aos 26 minutos, após rápido contra-ataque, Ygor lançou para Welington Nem ainda no meio de campo. A zaga santista parou pedindo impedimento, permitindo que o meia, em posição legal, avançasse tranquilamente e tocasse, na saída do goleiro Rafael, para o fundo das redes.

E mais uma vez o Peixe precisou ir para o abafa. Na primeira oportunidade, pelo alto, Léo cruzou, Alan Kardec desviou e a bola sobrou para o artilheiro Borges, de frente para o gol chutar em cima do goleiro Ricardo.

Já na segunda, por baixo, novo empate. Felipe Anderson, pela direita, aplicou uma meia lua em seu marcador e cruzou para trás. A bola passou por toda a área até chegar a Léo, do outro lado do campo. O veterano lateral armou o chute e de canhota fez seu primeiro gol no Brasileirão 2011.

Santos não acerta o alvo e Figueirense vence

Satisfeito com o empate, o Figueira praticamente abdicou do ataque no segundo tempo. Já o Santos continuava a apostar no seu artilheiro. No entanto, sem acertar o alvo, o atacante não conseguiu desempatar a partida.

Na sua primeira boa chance do segundo tempo, após cruzamento de Léo, o atacante aproveitou que a zaga não cortou e de cabeca, tocou para fora. Já na sua segunda oportunidade, após cobrança de falta de Danilo, o artilheiro pegou a sobra, dominou, ajeitou, mas finalizou, novamente, para fora.

Apostando nos contra-ataques, o Figueirense esperava um erro da zaga santista. E aos 38 minutos, quando o empate parecia decidido, o time catarinense chegou ao gol da vitória. Em novo contra-ataque, Júlio César escapou e tocou para Welington Nem, que invadiu a área e tentou driblar Léo. Na tentativa, acabou sendo derrubado dentro da área. Pênalti convertido por Júlio César. Rafael até acertou o canto mas não conseguiu alcançar a bola. O gol intensificou os ataques do Santos. Mas desordenado, o time não conseguiu mais criar nenhuma boa oportunidade, dando fim a sua invencibildiade.

SANTOS 2 X 3 FIGUEIRENSE




Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)

Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Luiz H. Souza Santos Renesto (PR)

Renda/público: R$ 167.240,00 e 7.059 pagantes



SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Henrique, Ibson (Tiago Alves, 40'/2ºT) e Felipe Anderson (Pará, 15'/2ºT); Alan Kardec (Diogo, 28'/2ºT) e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.


FIGUEIRENSE: Ricardo; Bruno (Jonatas, 30'/2ºT), Roger, Edson Silva e Juninho (Hélder, 22'/2ºT); Ygor, Pittoni, Coutinho e Jean Deretti (Rhayner, 17'/2ºT); Wellington Nem e Júlio César. Técnico: Jorginho.

Cartões amarelos: Jean Deretti e Edson Silva (FIG)


GOLS: Júlio César, 9'/1ºT (0-1); Borges, 24'/1ºT (1-1); Wellington Nem, 26'/1ºT (1-2); Léo, 46'/1ºT (2-2); Júlio César, 38'/2ºT (2-3)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Contra o lanterna, Santos joga "para o gasto" e vence apertado

Borges marcou seu 18º no campeonato e pode,
nesta quinta, ser convocado para a Seleção
Foto: Fernando Calzzani
Vindo de três vitórias consecutivas e há sete rodadas sem saber o que é perder, o torcedor santista acreditava que nesta quarta-feira, em Uberlândia, mais um show alvinegro seria realizado. Afinal, o Peixe iria enfrentar o América-MG, pior equipe e virtual rebaixado da competição. No entanto, talvez se poupando, talvez sentido desgaste, o Santos fez apenas o básico para garantir os três pontos e seguir sua ascensão no campeonato. Os gols santistas foram marcados por Borges e Edu Dracena, enquanto Kempes descontou para o time da casa. Agora com 38 pontos, a equipe santista pode, dependendo dos resultados, terminar a rodada em 9º lugar. Já o Coelho, segue firme seu caminho de volta à série B segurando, pela décima terceira vez consecutiva, a lanterna do campeonato. Na próxima rodada, o Santos volta à Vila Belmiro, contra o Figueirense, sábado, às 16h. Já o América no mesmo dia e horário, enfrenta o Flamengo, no Engenhão.

Santos tenta mas América é quem tem as melhores chance

Apesar de jogar fora de casa, o Santos se sentiu em casa. Dono da pior média de público do campeonato, o América "abriu a casa" para receber os visitantes que queriam acompanhar de perto o time da moda e, claro, sua estrela Neymar. E disposto a agradar a todos, a jóia distribuía dribles, passes e até mesmo uma carretilha. Cada cobrança de falta ou escanteio era motivo de delírio para as "neymarzetes" que, durante os 90 minutos, gritaram o nome do jogador.

Logo no primeiro minuto de jogo, o Santos quase abriu o placar com o camisa 11. Danilo cruzou e Neymar cabeceou em cima de Neneca. Aos 9, novamente Neymar, cobrou falta e Neneca desviou, impedindo a finalização de Durval.

Assustado, aos poucos o América acertou a marcação, diminuindo o espaço santista e igualando a partida. Aos 21 minutos, Gilson arriscou da intermediária e acertou a trave esquerda de Rafael. Foi a melhor chance do primeiro tempo que seguiu sem emoção até os 45 minutos, quando após cobrança de falta, Irênio recebeu livre e finalizou em cima do goleiro santista.

Na bola parada, Santos resolve a partida

O segundo tempo começou como o primeiro. Um equilíbrio entre as equipes com um único jogador destoando dos demais. A cada bola recebida na esquerda, Neymar partia para cima levando dois, três marcadores. No entanto, seus companheiros pareciam não conseguir acompanhar seu pensamento. Ora Alan Kardec, ora Borges, os santistas erravam passes ou perdiam a posse da bola.

Talvez por isso a primeira boa chance do segundo tempo veio do zagueiro da equipe mineira Preto, ex-jogador do Santos. Após uma série de dribles e fintas, Neymar levantou na área e o zagueiro do América cortou perigosamente o cruzamento, cabeceando próximo à meta defendida por Neneca. Em outra jogada, Neymar cobrou escanteio e Durval cabeceou firme, mas em cima do goleiro mineiro.

O caminho era pelo alto e aos 16 minutos o Santos conseguiu abrir o placar. Neymar, sempre ele, cobrou escanteio pela esquerda e Borges, em sua única finalização do jogo, raspou, meio de cabeça meio de nuca, garantindo seu 18º gol no campeonato.

Mas o Coelho reagiu e, aos 22 minutos, após rápido contra-ataque, Luciano recebeu na esquerda e cruzou rasteiro para André Dias, que se antecipou a Léo e desviou para o gol. Rafael até conseguiu defender, mas a bola sobrou para Kempes, que em cima da linha, apenas empurrou a bola para o fundo das redes.

Insatisfeito com o time, Muricy via do banco o time errar muitos passes. Como única carta na manga, o técnico promoveu a entrada de Felipe Anderson no lugar do improdutivo Alan Kardec, abdicando do esquema com três atacantes. Porém, quando estava prestes a realizar a alteração, o técnico pediu para esperar já que, mais uma cobrança de escanteio seria realizada e Alan Kardec, com seus 1,87 metros, poderia, enfim, ganhar uma disputa pelo alto.

E a espera acabou dando certo. Aos 33 minutos, Neymar cobrou escanteio e o esguio atacante, com um leve toque de cabeça na bola, deixou o zagueiro Edu Dracena, livre e de frente para gol, desempatar a partida. Foi o primeiro gol do capitão no Brasileirão 2011.

A partir de então, o Santos apenas administrou a partida. Recuado, ainda tomou mais dois sustos, novamente com Kempes, que foram interceptados por Rafael. No ataque, Neymar levava, um, dois, três zagueiros, mas sozinho, não conseguia segurar a bola. No final, acabou tomando cartão amarelo por reclamação ficando suspenso para a próxima partida, para desespero de Muricy e dos torcedores santistas.

AMÉRICA-MG 1 X 2 SANTOS

Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)

AMÉRICA-MG: Neneca, Micão, Preto e Anderson; Marcos Rocha, Glauber, Leandro Ferreira, Irênio (Luciano, 15'/2ºT) e Gilson; Kempes e André Dias (Fábio Júnior, 30'/2ºT). Técnico: Givanildo Oliveira
SANTOS: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca e Ibson (Pará, 24'/2ºT); Neymar, Alan Kardec e Borges. Técnico: Muricy Ramalho

Cartões amarelos: Marcos Rocha e Anderson (AME); Adriano (SAN)
GOLS: Borges, 16'/2ºT (0-1); Kempes, 21'/2ºT (1-1); Edu Dracena, 33'/2ºT (1-2)

domingo, 18 de setembro de 2011

Trio de ataque volta a funcionar e Santos vira para cima do Corinthians

Borges comemora seu 17º gol no campeonato
Foto: Nelson Almeida - UOL
Com um segundo tempo fulminante, o Santos virou pra cima do Corinthians e venceu por 3 a 1, em pleno Pacaembu, quebrando um tabu de cinco anos sem vitória no estádio paulistano. Os 34.308 pagantes assistiram um primeiro tempo muito equilibrado e uma segunda etapa que só deu Santos, que chegou ao seu sétimo jogo sem derrota – 5 vitórias e 2 empates. Borges, Alan Kardec e Henrique fizeram os gols da virada sobre o rival, que abriu o placar com Liédson.

Com o resultado, o Santos ganhou duas posições e agora é o 11º colocado, com 32 pontos. Com dois jogos a menos, o Peixe volta a sonhar com o título. Caso vença Botafogo e Grêmio, nos dois jogos atrasados, chega aos 38 pontos, pontuação que hoje deixaria o Santos na 5ª posição. Já o Corinthians perdeu a chance de reassumir a liderança e agora é apenas o terceiro colocado, com 43 pontos.

Os dois times voltam a jogar na quarta-feira. O Santos encara o América-MG, às 20h30, no Parque do Sabiá, enquanto o Corinthians faz outro clássico paulista, desta vez com o São Paulo, no Morumbi, às 21h50.

Empate em gols e em defesas

Com apenas 9 faltas, o primeiro tempo de Santos e Corinthians foi digno de um clássico entre um dos líderes do campeonato e um time há seis jogos sem derrotas. Sempre bem tratada, a bola balançou a rede duas vezes – uma para cada lado. Os dois goleiros trabalharam bastante e com pelo menos duas intervenções cada, evitaram que o placar fosse maior.

Apesar de ter se assustado logo nos primeiros segundos com uma boa descida do Santos, foi o Corinthians quem abriu o placar. Mesmo com a implacável marcação individual de Adriano, Emerson fez boa jogada pela esquerda, se livrou do marcador e encontrou Alessandro, que pela esquerda cruzou para Liedson marcar o seu nono gol no Brasileiro. Antes do artilheiro, Léo ainda tentou cortar, mas não o suficiente.

Com o gol, o jogo ficou ainda mais aberto com as duas equipes atacando e oferecendo contra-ataques. Em duas cabeçadas, o Santos quase chegou ao empate, mas parou em boas defesas de Júlio César. Primeiro Edu Dracena completou o escanteio cobrado por Neymar e depois Alan Kardec testou cruzamento de Danilo.

O Santos insistia nas bolas aéreas. Em outro cruzamento de Neymar, a bola não encontrou a cabeça de ninguém, mas sobrou para Henrique chutar, com a perna esquerda, sem chance para Júlio César. A bola ainda resvalou em Alessandro antes de entrar.

Se Júlio César trabalhou de um lado, o agora selecionável Rafael mostrava porque foi lembrado por Mano Menezes. Primeiro com uma linda defesa, após chute no ângulo de Willian e depois comprovando que goleiro bom precisa de sorte ao tirar com os olhos os chutes na trave de Liedson e de Alex, que passou rente ao poste.

Embalados por Neymar, dupla aparece e resolve

Se no primeiro tempo, o camisa 11 corintiano, Emerson, deu trabalho a zaga santista, no segundo tempo foi Neymar, o camisa 11 do Santos, quem ditou mais uma vez o ritmo da partida. Na primeira etapa, muito bem marcado por Ralf e Alessandro, ele pouco fez mas na segunda driblou, deu assistência, deixou os companheiros na cara do gol e até tentou um elástico, sem sucesso, pra cima de Chicão.

Embalado pela inspiração de sua maior estrela, Borges e Alan Kardec também apareceram com mais perigo. Depois que PH Ganso se contundiu, Kardec assumiu a camisa 10 e, a cada partida, ganha mais moral com a torcida e Muricy Ramalho. O entrosamento do trio melhora a cada a partida e foi justamente com eles que o Santos virou o placar.

Sem nenhuma oportunidade clara de gol nos primeiros 45 minutos, Borges fez seu 17º gol no Brasileiro, na primeira chance que teve, após antecipar cruzamento de Kardec pela direita. Foi a primeira vez que o artilheiro marcou em um clássico.

Nem mesmo a expulsão de Henrique e as entradas de Danilo, Jorge Henrique e Weldinho foram suficientes para mudar o panorama do jogo a favor do Corinthians, que atacava desordenadamente e não assustava o goleiro do Santos.

Em um rápido contra-ataque o Santos matou o jogo. Felipe Anderson, que havia entrado no lugar de Borges, deu bom passe para Alan Kardec cruzar para Neymar desencantar. Antes dele, Chicão se encarregou de colocar a bola pra dentro, evitando assim que o craque santista marcasse o primeiro gol para Davi Lucca. O gol foi computado para Alan Kardec.

O Santos até teve outras chances para marcar com Felipe Anderson e com o próprio Alan Kardec, mas desperdiçou. Nos minutos finais, Alex precisou sair de ambulância. Ao tentar um drible, o meia escorregou, bateu a cabeça no joelho de Danilo e desligou assim como o Corinthians que mais uma vez mostrou sua instabilidade no Brasileiro.

CORINTHIANS 1 X 3 SANTOS

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP)
 
Auxiliares: Herman Brumel Vani (SP) e Rogério Pablos Zanardo (SP)
Renda/público: R$1.178.406 / 34.308 pagantes



CORINTHIANS:
Júlio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Ramón (Welder, 12'/2°T); Ralf (Danilo, 29'/2°T), Paulinho e Alex; Willian (Jorge Henrique, 15'/2°T), Emerson e Liedson. Técnico: Tite.

SANTOS: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Henrique e Ibson (Pará, 33'/2°T); Neymar (Bruno Rodrigo, 44'/2°T), Alan Kardec e Borges (Felipe Anderson, 27'/2°T). Técnico: Muricy Ramalho.

Cartão amarelo:
Ralf (COR), Emerson (COR), Henrique (SAN)

Cartão vermelho: Henrique (SAN)

Gols: Liedson, 12'/1ºT (1-0); Henrique, 37'/1°T (1-1); Borges, 8'/2°T (1-2); Chicão (contra), 35'/2°T (1-3)

sábado, 10 de setembro de 2011

Neymar dita o ritmo e com gol de Borges, Santos vence Cruzeiro

Após assistência de Kardec, Borges marcou seu 16º gol
Foto: Agência Lance
Com Neymar endiabrado e Borges marcando o seu 16º gol no Campeonato Brasileiro, o Santos chegou ao sexto jogo consecutivo sem derrota ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 neste sábado na Vila Belmiro. Nem os sete desfalques e a fraca atuação da arbitragem, comandada por Francisco Carlos Nascimento que anulou dois gols legais do Peixe, foi suficiente para interromper a série vitoriosa do time de Muricy Ramalho. Em um pênalti duvidoso, o Cruzeiro teve a chance de empatar, mas Montillo chutou para fora.

Ainda com dois jogos a menos que a maioria dos rivais, o Santos chegou aos 29 pontos e ocupa a 12ª colocação, roubando exatamente a posição do time mineiro que agora é o 13º com 28 pontos. Na próxima rodada, os dois times têm um clássico pela frente. O Santos encara o Corinthians, no Pacaembu, às 16 horas. Já o Cruzeiro, buscará a reabilitação contra o América-MG, às 18 horas, na Arena do Jacaré.

Neymar manda no jogo, Santos faz três, mas só um vale

Parecia que as coisas não iam dar certo para o Santos. No minuto inicial, o jovem volante Alison, surpresa na escalação de Muricy Ramalho, subiu para cabecear e na queda torceu o joelho. Chorando muito e com a suspeita de ter rompido os ligamentos, teve de ser substituído por Anderson Carvalho, outro jovem formado nas categorias de base.

A lesão do volante, porém, não assustou o Santos. Principalmente Neymar. Em noite inspirada, o camisa 11 ditou o ritmo da partida e cansou de apanhar dos zagueiros mineiros, tanto que os três encarregados de parar o craque santista saíram de campo com cartão amarelo. Léo levou dois e acabou sendo expulso após ser ‘chapelado’ por Neymar já no segundo tempo.

As principais chances de gol também saíam dos pés de Neymar. Com a ausência de Elano, ele era o encarregado pelas bolas paradas. Em uma delas, em falta na intermediária, ele cruzou e Alan Kardec conseguiu ajeitar para Borges, que chutou em cima do goleiro Rafael. No entanto, o artilheiro do campeonato não perdoa duas vezes. Em outro lance com a participação dos três atacantes santistas, Neymar deu bom passe para Alan Kardec, que invadiu a área e deixou Borges livre, sem goleiro, para fazer seu 16º gol no Brasileiro.

Neymar continuava atazanando a vida dos zagueiros mineiros. Hora Leandro Guerreiro, hora Léo, o camisa 11 sempre era parado com faltas. Em duas delas, o Santos conseguiu marcar mais duas vezes. Mas o auxiliar Pedro Sanches, anulou erradamente os gols de Edu Dracena e Borges.

Em uma das poucas descidas ao ataque do time mineiro, o árbitro Francisco Carlos Nascimento marcou pênalti de Anderson Carvalho em Montillo. O próprio argentino foi para a cobrança e chutou para fora.

Neymar expulsa dois, mas Cruzeiro que assusta

O Cruzeiro até que tentou chegar ao empate no segundo tempo, mas faltava organização ao time mineiro que deixava muitos espaços para os santistas. Mesmo assim, Bobo teve duas chances para marcar, mas parou em boas defesas do goleiro Rafael.

Se o Santos já tinha espaço no 11 contra 11, teve mais ainda quando Neymar aplicou um lindo chapéu de carretilha em Léo, que perdeu a cabeça, fez a falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

A superioridade do Santos não resultava em lances de perigo e Neymar, já cansado, não conseguia levar o time a frente. Felipe Anderson, fundamental na vitoria contra o Avai, dessa vez não foi bem e durante toda a partida recebeu ‘puxões de orelha’ de Muricy. Borges, com dores na parte posterior da coxa esquerda, foi substituído por Diogo e Anderson Carvalho, com câimbras, por Chrystian.

As substituições povoaram demais o meio de campo e só Neymar poderia movimentar a partida. No fim do jogo, fez boa jogada para cima de Fabrício, que também perdeu a cabeça, o empurrou e foi expulso. Mesmo com dois jogadores a mais, o Santos não conseguiu fazer mais, mas segue embalado para clássico contra o Corinthians. Para o Cruzeiro, dois jogadores a menos, quatro jogos sem vitória, duas derrotas seguidas, dois gols anulados e um pênalti desperdiçado. Tem de melhorar. 

SANTOS 1 X 0 CRUZEIRO
 
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: Thiago Gomes Brigido (CE) e Pedro J. Santos de Araujo (AL)

SANTOS: Rafael; Bruno Aguiar, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison (Anderson Carvalho, 2'1ºT) (Crystian, 29'2ºT), Henrique e Felipe Anderson; Neymar, Borges (Diogo, 20'@ºT) e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho
CRUZEIRO: Rafael; Leandro Guerreiro, Naldo, Léo e Everton; Fabrício, Gilberto (Gabriel Araújo, 15'2ºT), Roger e Montillo; Ortigoza e Bobô (Sebá, 40'2ºT). Técnico: Émerson Ávila
Gol: Borges (12' 1ºT)
Cartões amarelos: Léo, Naldo, Leandro Guerreiro e Roger (Cruzeiro) Anderson Carvalho e Bruno Aguiar (Santos)
Cartões vermelhos: Léo e Fabrício (Cruzeiro)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

De virada, Santos vence Avaí e chega a 5 jogos sem derrota

Foto: Petra Mafalda/Gazeta Press
Mesmo com cinco desfalques, o Santos venceu o Avaí por 2 a 1, na Ressacada, e completou sua quinta partida consecutiva sem derrota no Campeonato Brasileiro - 3 vitórias e 2 empates. O gramado foi o principal adversário do Peixe, que no primeiro tempo não conseguiu se livrar das poças d’água e ainda viu o seu ex-centroavante Willian abrir o marcador. No segundo tempo, Felipe Anderson entrou, deu passe para o primeiro e marcou o segundo gol garantindo a segunda vitória do Peixe como visitante neste Brasileiro.

Com este resultado, o Santos pula para a 13º colocação, com 26 pontos e dois jogos a menos. Já o Avaí, segue na zona de rebaixamento, com 20 pontos, ocupando a 18ª colocação. Os dois times voltam a jogar no sábado, às 18 horas. Enquanto o Santos recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro, o Avaí vai até Minas Gerais encarar o lanterna América-MG.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011  


Muita água, bolas paradas e pênalti inexistente

A chuva que caiu em Florianópolis castigou o gramado da Ressacada e a bola praticamente não rolou no primeiro tempo. Com Alan Kardec no lugar de PH Ganso, contundido, o Santos entrou em campo com três homens de frente, mas o time da casa que conseguia as melhores chances, sempre interceptadas pela implacável poça d’água.

Cansado depois de atuar na segunda-feira pela Seleção Brasileira, em Londres, Neymar também tentava se livrar da água e quando conseguiu foi perigoso. Aos 18, fez bom cruzamento para Alan Kardec, que em sua especialidade, cabeceou rente a trave do goleiro Rafael Santos, que atuou no lugar de Felipe, atleta emprestado pelo Santos ao Avaí que não pôde jogar devido a cláusulas contratuais.

Com muitas faltas no meio-campo, o jogo ficou feio e somente as bolas paradas assustavam os goleiros. Em três delas, Elano cruzou e levou perigo ao gol de Rafael Santos. A mais perigosa foi aos 29, quando o goleiro deu rebote nos pés de Alan Kardec que quase marcou.

Se o Santos apostava nas bolas paradas, o Avaí resolveu fazer o mesmo. Deu certo. Lincoln tabelou com Willian e se jogou na área. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca viu um toque inexistente do capitão santista, marcou pênalti e puniu o defensor com cartão amarelo. Na cobrança, Willian bateu rasteiro no canto direito de Rafael que acertou o canto, mas não conseguiu defender. Foi o quinto gol de um ex-santista contra o Peixe neste Brasileiro.

A última chance do primeiro tempo não podia vir de outra maneira. Aos 41, em outra falta na intermediária, Elano cruzou e Edu Dracena de cabeça deu trabalho para Rafael Santos, que voou para desviar para escanteio. No intervalo, o capitão santista criticou o árbitro pelo pênalti marcado. "Já é o segundo que marcam desse jeito. Isso é uma vergonha. O Lincoln xingou de tudo e só levou um amarelo. É só ver na televisão para saber que não foi pênalti. É uma vergonha".

Felipe Anderson dá outra cara ao Peixe

Do mesmo jeito que o primeiro tempo, o segundo começou com Avaí pressionando, mas sem conseguir assustar Rafael. Os dois times continuavam brigando muito pela bola e tinham dificuldade para se livrar das poças d’água.

Aos 13, o Santos começou a dar mostras de que o campo encharcado não atrapalharia a busca pelo gol de empate. Pela direita, Alan Kardec se livrou de três marcadores, bateu cruzado e no rebote, Neymar chutou para mais uma defesa de Rafael Santos. Um minuto depois, Muricy sacou Adriano para a entrada de Felipe Anderson.

Alan Kardec, mais uma vez em grande jornada, quase conseguiu o empate aos 18, mas foi o artilheiro Borges, até então sumido, que apareceu para marcar. Aos 26, ele recebeu belo passe de Felipe Anderson, driblou o goleiro e fez o seu 15º gol no Brasileiro.
Melhor na partida, o Santos virou o placar cinco minutos depois. Felipe Anderson tirou a bola de Romano e já dentro da área mandou uma bomba de perna esquerda sem defesa para o goleiro Rafael Santos.

Desesperado o treinador do Avaí, Toninho Cecílio, mandou a campo o atacante Rafael Coelho e os meias Leandro Lima e Cleverson. Do outro lado Muricy teve que mexer duas vezes por motivo de contusão. Henrique e Elano saíram contundidos para as entradas de Bruno Aguiar e do estreante Èder Lima, respectivamente.

As mudanças não alteraram o denominador final e com a vitória, o Santos se distancia da zona de rebaixamento, conseguindo sua independência na tabela de classificação. Já o Avaí continua afogado e terá de esperar pelo menos mais duas rodadas para se livrar da zona da degola. 



AVAÍ 1 X 2 SANTOS

Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC)

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)

Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Jackson L. Massarra dos Santos (RJ)



AVAÍ: Rafael, Arlan, Gustavo Bastos, Dirceu e Romano; Batista (Rafael Coelho, 28'/2ºT), Bruno, Pedro Ken (Leandro Lima, 37'/2ºT) e Lincoln; Robinho e William. Técnico: Toninho Cecílio

SANTOS: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Bruno Aguiar e Léo; Adriano (Felipe Anderson, 14'/2ºT), Henrique (Bruno Aguiar, 29'/2ºT), Elano (Éder Lima, 40'/2ºT) e Neymar; Alan Kardec e Borges. Técnico: Muricy Ramalho



Cartões Amarelos: Lincoln, Willian (AVA) ; Adriano, Elano, Danilo, Bruno Rodrigo, Edu Dracena (SAN)

Gols: Willian, 32/1ºT (1-0); Borges, 24'/2ºT (1-1); Felipe Anderson, 31'/2ºT (1-2)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

No duelo dos artilheiros, chuva de gols e empate heróico do Santos

Borges corre para comemorar seu 14º gol no campeonato
Foto: Agencia Lance
Após estar perdendo por 3 a 0, talvez nem o mais otimista dos santista poderia imaginar uma reação do Peixe. Afinal, a equipe jogava mal, mostrando mais uma vez problemas nas bolas cruzadas, saídas erradas do goleiro Rafael e dificuldades em marcar Leandro Damião. Mas em 11 minutos, Borges, com uma assistência para Alan Kardec e dois gols, empatou a partida garantindo o improvável empate para o time visitante. Quarta partida seguida sem derrota do Santos que, com o ponto conquistado, continua na 14ª posição com 23 pontos. Já o Inter, agora com 28 pontos, caiu para o 10º lugar. Na próxima rodada enquanto o Colorado viaja até Fortaleza, onde domingo (04), às 16h, enfrenta o Ceará, o Santos folgará, voltando a campo somente daqui uma semana, dia 07, contra o Avaí, novamente fora de casa, às 16h.

Bola na área santista altera o placar

Jogando contra um dos melhores cabeceadores do país, era mais do previsível que a zaga santista teria problemas. Afinal, até a partida desta quarta-feira, oito gols de cabeça já havia sofrido a equipe da Baixada. E o nono gol não demoraria a acontecer. Logo aos sete minutos, Elton cruzou no segundo poste e Bolívar, livre e dentro da pequena área, tocou de cabeça abrindo o placar.

O Internacional dominava amplamente a partida, encurtando o espaço santista e tocando a bola com extrema facilidade. Tentando seus famosos dribles, Neymar não tinha sorte contra os implacáveis marcadores colorado. Já Ganso não encontrava espaço para criar jogadas.

Com esse cenário, o segundo gol gaúcho foi questão de tempo. Aos 18 minutos, boa jogada de Nei pela direita que, da linha de fundo, cruzou no segundo poste para Leandro Damião, de dentro da área, antecipar-se a Pará e, também de cabeça, marcar o segundo gol colorado.


Dominante no ataque, Leandro Damião ganhava facilmente no corpo a corpo e na bola aérea dos zagueiros santistas. Aos 38 minutos, Andrezinho acionou o camisa 9 que, de costas para Durval, dominou a bola, girou o corpo e chutou para fora.

Em 11 minutos, Borges empata a partida


O Santos voltou para o segundo tempo com Alan Kardec no lugar de Pará. Era o tudo ou nada de Muricy que viu suas mudanças não surtirem efeito esperado. O Inter continuava melhor enquanto o Santos errava passes. Aos 12 minutos, Andrezinho levantou bola na área e Leandro Damião, sempre ele, cabeceou com perigo.


Se acertando aos poucos em campo, a equipe santista conseguiu, somente aos 19 minutos, sua primeira boa chance da partida. Na linha de fundo, Alan Kardec apertou Dellatorre, roubou a bola, e cruzou rasteiro para Ganso, da entrada da área, ajeitar e chutar rasteiro, rente à trave de Muriel.

A resposta do Inter veio rápida em jogada mal anulada pela arbitragem. Andrezinho lançou Elton, que invadiu a área e, na saída de Rafael, tocou para o fundo das redes. Terceiro gol do Inter não fosse o impedimento, mal marcado pelo auxiliar, do volante colorado.

Lá e cá, um minuto depois, Alan Kardec tocou de calcanhar para Borges, de fora da área, chutar forte para boa defesa de Muriel. A nova resposta colorada veio em chute de Guiñazu que Rafael espalmou.

Com o jogo aberto, a impressão é que o gol poderia sair para qualquer uma das equipes. E ele veio para o time da casa, aos 25 minutos, após pênalti de Edu Dracena em Bolívar. Oscar cobrou, Rafael acertou o canto, mas foi incapaz de impedir o terceiro gol gaúcho. Festa da torcida colorada que apenas contava os minutos para festejar mais uma vitória.

Mas aos 30 minutos, Alan Kardec, como um verdadeiro ponta, cruzou da direita para Borges. O camisa 9 antecipou-se a Muriel e, de cabeça, marcou o primeiro gol santista dando esperança ao time visitante. Esperança que aumentou cinco minutos depois quando, agora Borges, cruzou rasteiro para Alan Kardec chutar de primeira, estufando as redes de Muriel.

Assustado, o time gaúcho deu espaço para o Santos. Aos 39 minutos, Neymar invadiu a área, limpou Nei e chutou para fora, quase empatando a partida. Mas aos 41 minutos não teve jeito. Borges, novamente ele, recebeu na meia-esquerda e, aos trancos e barrancos, meio na técnica, meio na raça, foi limpando a zaga colorada até acertar um belo chute colocado, no canto esquerdo de Muriel. Décimo quarto gol do artilheiro do campeonato e herói da noite.

O empate a essa altura já significava uma vitória. E ela esteve perto quando Neymar, de novo pela esquerda, cortou a marcação e chutou. A bola passou perto do ângulo esquerdo da meta colorada, assustando a torcida gaúcha que, ao final do jogo, vaiou sua equipe.


FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 3 X 3 SANTOS


Estádio: Beira Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA)
Auxiliares: José R. Dias da Hora (BA) e Luiz Carlos da Silva Teixeira (BA)


INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Guiñazu, Andrezinho (João Paulo, 37'/2ºT) e Oscar (Sandro Silva, 40'/2ºT); Dellatorre (Ilsinho, 37'/2ºT) e Damião. Técnico: Dorival Júnior

SANTOS: Rafael; Pará (Alan Kardec, intervalo), Edu Dracena, Durval e Léo (Crystian, 39'/2ºT); Adriano (Felipe Anderson, 34'/2ºT), Henrique, Danilo e Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Dorival Júnior.

Cartões amarelos: Leandro Damião, Elton, Dellatorre, Índio, Bolívar (INT); Durval, Edu Dracena, Léo (SAN)
GOLS: Bolívar, 7'/1ºT (1-0); Leandro Damião, 18'/1ºT (2-0); Oscar, 26'/2ºT (3-0); Borges, 31'/2ºT (3-1); Alan Kardec, 35'/2ºT (3-2); Borges, 41'/2ºT (3-3)

domingo, 28 de agosto de 2011

Com um a mais, Santos não passa do empate no Clássico dos golaços

Neymar e Piris reeditaram encontros da Libertadores
desse ano - Foto: Reinaldo Marques/Terra
Quando Carlinhos Paraíba foi expulso logo aos 27 minutos do primeiro tempo, a vitória santista parecia certa. Afinal, o Santos atacava mais e o São Paulo se resumia a contra-ataques. Tanto que, oito minutos mais tarde, Muricy sacou o volante Adriano para colocar em campo o meia Felipe Anderson. Mas o técnico não contava com a velocidade e habilidade do jovem Lucas. Em sua estreia no campo do Rei do futebol, o meia tricolor fez um gol que teria a assinatura do eterno camisa 10 santista. Para sorte do Santos, Ganso, seu atual camisa 10, com um belo chute de fora área, encerrou seu jejum de gols e empatou a partida aos 35 minutos da etapa final.

Com o ponto ganho, o Peixe estacionou na 14ª posição com 22 pontos. Já o São Paulo, que esteve muito perto de empatar em número de pontos com o líder Corinthians, voltou ao terceiro lugar, agora, com 35 pontos. Na próxima quarta-feira, às 21h50, ambas equipes retornam a campo pela primeira rodada do segundo turno. Enquanto o Santos viaja até Porto Alegre para enfrentar o Internacional, o São Paulo recebe em casa o Fluminense.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011

Primeiro tempo com dribles, expulsão, substituição e golaço

Com Neymar de um lado e Lucas do outro, o desafio parecia ser o de quem driblava mais. No entanto, a jóia santista abusava da falta de objetividade. Driblava Piris para em seguida ser desarmado pelo mesmo. Limpava dois jogadores e errava o passe. Já a jóia tricolor estava apagado. Isolado no meio dos atletas santistas, buscava suas arrancadas mas também não obtinha sucesso.

Logo aos 2 minutos, falta sofrida por Danilo na entrada da área. E sem Elano, Neymar foi novamente o encarregado pelas cobranças de bola parada. Mas o camisa 11 mostrou que ainda precisa treinar mais. No primeiro, e melhor, chute a gol do primeiro tempo, Rogério Ceni espalmou para escanteio.

E o começo, apesar de avassalador para o time da casa, resultou em poucas chances de gols. Abusando do preciosismo na hora do último toque, a equipe irritava os quase 13.000 presentes ao estádio. Tanto que as finalizações foram, em sua maioria, chutes fracos de fora da área.

Ao menos tamanha firula resultou em cartões. Foram 3 para o time tricolor, só no primeiro tempo, sendo dois para Carlinhos Paraíba que, aos 27 minutos do primeiro tempo, deixou a equipe com um homem a menos.

Com mais espaço em campo, Muricy apostou na ofensividade ao colocar Felipe Anderson no lugar do amarelado Adriano. Mas a substituição não deu o resultado esperado. Nervoso, o jovem santista errava passes e perdia bolas. E para piorar, aos 45 minutos, o São Paulo abriu o placar.

Lucas recebeu a bola ainda no meio de campo. Marcado por Durval, o jogador tricolor limpou o zagueiro e, na corrida, aplicou a meia lua em Edu Dracena que chegava na cobertura. Da entrada da área, um chute cruzado que ainda bateu em Rafael e Pará antes de morrer no fundo das redes.

Ganso evita o pior e empate sai no lucro

Com um jogador a menos e na frente no placar, a postura do São Paulo não poderia ser outra - Fechado e buscando o contra-ataque. Já o Santos, novamente na base das tabelas e jogadas individuais, abusava dos erros de finalização. Logo aos dois minutos, tabela de Ganso e Léo com chute para fora do lateral. Aos 12 minutos, nova falta da entrada da área e novamente Neymar desperdiça boa chance. Aos 21 minutos, Felipe Anderson arricou de longe e a bola passou perto da trave direita da meta sãopaulina.

E tamanha falta de pontaria quase foi punida com o segundo gol tricolor. Na base do contra-ataque, primeiro Wellington, e depois Dagoberto, só não marcaram porque Rafael fez duas ótimas defesas.

A essa altura, o Santos já contava com três atacantes em campo (Alan Kardec substitui Pará) e mesmo assim não levava perigo a Rogério Ceni. Neymar, em outra cobrança de falta, acertou a barreira. Borges, de frente para o gol, cabeceou em cima do camisa 01. E quando a bola parecia que não entraria, aos 35 minutos  do segundo tempo, Ganso, de fora da área, acertou o ângulo de Rogério desempatando a partida com um chute de trivela. Primeiro gol do camisa 10 no Brasileirão, quebrando um jejum que perdurava desde as semifinais do Paulistão quando, também em chute de fora da área, o jogador selou a vitória por 2 a 0 sobre o mesmo São Paulo.

Gol que animou torcida, time e Neymar que aproveitou os últimos minutos para, novamente, driblar Piris e perder a bola. No fim, empate com sabor de vitória para o time que com um a mais não soube finalizar mas soube firular.

FICHA TÉCNICA:


SANTOS 1 X 1 SÃO PAULO

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcio Luiz Augusto (SP)
Renda e público: 12.498 pagantes / R$ 301.515,00


SANTOS: Rafael, Pará (Alan Kardec, 25'/2ºT), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano (Felipe Anderson, 36'/1ºT), Henrique, Danilo e Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba, Casemiro (Jean, 31'/2ºT) e Cícero ; Lucas (Rivaldo, 42'/2ºT) e Dagoberto (Henrique, 17'/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

Cartões amarelos: Adriano e Pará (SAN); Piris e João Filipe (SPO)

Cartões vermelhos: Carlinhos Paraíba, 27'/1ºT (SPO)

Gols: Lucas, 45'/1ºT (0-1); Ganso, 35'/2ºT (1-1)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Borges completa a festa do "dia mais feliz" de Neymar, e Santos vence o Flu

Borges preseteou Neymar com dois gols se isolando
na artilharia do campeonato - Foto: Leandro Amaral/Futura Press

"No dia mais feliz de sua vida", conforme afirmou em seu twitter, Neymar bem que tentou homenagear seu filho. Deu passes, aplicou chapéu, perdeu gols. Mas no fim, quem acabou homenageando o pequeno Davi Lucca, para a alegria de toda a torcida santista, foi seu parceiro Borges. Com dois gols do, agora, artilheiro isolado do Brasileirão, o Santos venceu por 2 a 1 o Fluminense em partida atrasada da oitava rodada. Rafael Moura marcou para o time carioca. Agora devendo apenas mais uma partida, o time alcançou os 21 pontos chegando à 14ª posição. Com quatro pontos de vantagem sobre o 17º colocado, o time parece ter espantado de vez o perigo de rebaixamento. Na próxima rodada, o time fecha sua "trilogia tricolor" no clássico contra o São Paulo, novamente na Vila Belmiro, domingo (28), às 16h. Já o Fluminense, faz clássico contra o Botafogo um dia antes, no Engenhão, às 18h.

"Padrinho Borges" faz dois e se isola na artilharia

Quando Neymar entrou em campo, dezenas de crianças o esperavam. Todas queriam recepcionar o mais novo papai santista. Afinal, horas antes, a criança mais importante de sua vida havia acabado de nascer. Recepção calorosa que também recebeu o técnico Muricy Ramalho, só que essa, vinda dos atletas do Fluminense, antigo clube do treinador. E foi com esse clima festivo que logo aos 6 minutos, Borges "recepcionou" o goleiro Diego Cavalieri com um chute que passou muito perto da trave direita.

Mas aos 13 não teve jeito para o goleiro. Após cobrança de falta de Elano pela direita, o atacante mergulhou e, com uma bela cabeçada, abriu o placar. Festa para a torcida santista e o papai Neymar.
 

Querendo dar um presente de grego ao time do Santos, o Fluminense partiu para o ataque. Com o trio Lanzini, Rafael Moura e Fred se movimentando bastante, o time chegou a carimbar a trave após chute de Fred em lance que foi mal anulado pelo árbitro Paulo Godoy de Bezerra.

Aos 38 minutos, o empate tricolor na jogada que é o calcanhar de Aquiles da zaga santista. Em cobrança de falta de Marquinho, Rafael Moura, sozinho, cabeceou firme para o fundo da meta santista. Oitavo gol do He-Man no campeonato.

No entanto, disposto a não estragar o dia de sua maior estrela, o Santos desempatou logo no ataque seguinte. Arouca invadiu a área e tocou curtinho para Borges, que dominou, ajeitou e marcou seu 12º gol no campeonato, garantindo mais homenagens ao recém-nascido Davi Lucca.

Rafael e Danilo fazem defesas espetaculares e Santos vence segunda seguida

O segundo tempo começou como acabou o primeiro. Com o Santos no ataque. Mas foi o tricolor que teve a primeira grande chance. Aos 11 minutos, Lanzini fez ótimo passe para Mariano, que avançou pela direita e tocou rasteiro. A bola cruzou toda a área santista até chegar a Carlinhos, de frente para o gol, chutar firme e sem goleiro, mas com Danilo que de carrinho fez incrível "defesa". De volta após mais de um mês de ausência, o mais novo selecionável do time jogou bem, desarmando e armando jogadas.

Empolgado, o time carioca partiu para cima. No ataque seguinte, Diogo, de fora da área, chutou forte e rasteiro. Mas mostrando que está recuperado da pancada na cabeça que sofreu domingo contra o Bahia, Rafael espalmou evitando o empate certo. Em outro ataque, Rafael Sóbis, que substituiu Fred, fez boa jogada pela esquerda e, sem angulo, chutou para outra boa interceptação do camisa 1.

No lado santista, Neymar tentava de tudo para homenagear seu filho. Aplicou dois lençóis em Lanzini, deu assistência para Arouca, que chutou para fora, e, no finzinho, teve a chance de deixar a sua marca. Mas desperdiçou o contra-ataque ao querer encobrir Diego Cavalieri.

Mas nada que estragasse a festa para o novo papai que, conforme disse em entrevista após o jogo, "agora é um homem mais responsável... fora dos gramados", para a alegria dos torcedores santistas e de seu parceiro Borges, que em breve também será pai... de gêmeos!

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 2 X 1 FLUMINENSE


Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Carlos Berkenbrock (SC)
Renda/público: R$156.479,00 / 6.855

SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Henrique, Elano (Adriano, 21'/2ºT) e Ganso (Bruno Aguiar, 37'/2ºT); Neymar e Borges (Alan Kardec, 32'2ºT). Técnico: Muricy Ramalho
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Digão e Carlinhos; Valencia (Diogo, 4'/2ºT), Edinho, Lanzini e Marquinho (Souza, Intervalo); Rafael Moura e Fred (Rafael Sobis, 13'/2ºT). Técnico: Abel Braga

Cartões amarelos: Arouca, Danilo e Elano (SAN); Marquinho, Digão, Edinho e Diogo (FLU)
Gols:  Borges, 13'/2ºT (1-0); Rafael Moura, 38'/1ºT (1-1); Borges, 41'/ºT (2-1)

domingo, 21 de agosto de 2011

Santos toma sufoco, mas consegue primeira vitória fora de casa

Herói da noite, Alan Kardec marcou seu primeiro gol
com a camisa santista - Foto: Eduardo Martins/A Tarde/Futura Press
Arte: Bruno Eizo
Na noite deste domingo (21), a equipe santista derrotou o Bahia por 2 a 1, e enfim venceu sua primeira partida fora de casa no campeonato, saindo do Z4. Neymar e Alan Kardec marcaram para o alvinegro enquanto Junior descontou para o time da casa. O jogo, além de marcar a primeira vitória santista fora de seus domínios, também teve várias outras novidades: Foi a primeira partida do goleiro Vladimir no Brasileirão, o primeiro gol de Alan Kardec com a camisa santista, a primeira vitória de Neymar no campeonato e o primeiro jogo em que o camisa 11 não recebeu cartão amarelo. Agora com 18 pontos e na 15ª colocação, a equipe volta a campo na quarta-feira, em partida adiada da 8ª rodada, contra o Fluminense, às 20h30, na Vila Belmiro. Já o tricolor baiano faz clássico nordestino contra o Ceará, em Fortaleza, no próximo domingo (28), às 16h, pela última rodada do primeiro turno.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011  


Neymar converte pênalti e Rafael evita o pior

Disposto a sair da zona de rebaixamento, a equipe santista não se intimidou com os 32.000 tricolores presentes e marcou logo no início. Aos dois minutos, após passe de Borges, Ganso invadiu a área e sofreu pênalti de Marcone. Foi a quinta penalidada máxima sofrida pela equipe paulista, que havia perdido as duas últimas com Elano e Borges. Porém, dessa vez, Neymar foi o encarregado da cobrança. O atacante cobrou rasteiro, no cantinho esquerdo de Marcelo Lomba dando fim ao jejum de pênaltis santistas.

O gol não abalou os donos da casa que responderam na jogada seguinte. Junior recebeu bom passe dentro da área e de primeira emendou para o gol. Rafael fez ótima defesa evitando o gol de empate. Um minuto depois, contra-ataque santista com Neymar e Borges perdendo gols incríveis. A jóia santista partiu em velocidade e ao seu estilo, driblou o goleiro Marcelo Lomba. Sem goleiro, o camisa 11 chutou fraco e Ávine tirou em cima da linha. No rebote, Borges chutou para fora.

Após esse lance, o time da casa, em ritmo alucinante, passou a sufocar o Santos que não mais conseguia armar jogadas. Aos 13, Ávine cruzou e Junior, de cabeça, acertou o travessão. Aos 22, Marcos recebeu dentro da área e, de frente para o gol, chutou em cima do goleiro Rafael. Três minutos depois, Junior marcou o gol após rebote do goleiro Rafael mas, em posição ilegal, a jogada foi anulada.

Aos 29, enfim o empate baiano. Junior, sempre ele, aproveitou nova sobra de bola após espetacular defesa de Rafael e, agora em posição legal, apenas empurrou para o fundo das redes. Empate merecido para a única equipe que jogava.

Quatro minutos depois, Rafael, em noite espetacular, evitou a virada baiana após desviar cobrança de falta de Marcos. A bola ainda bateu no travessão antes de sair. Essa foi a última defesa do goleiro na partida já que, aos 40 minutos, o jogador chocou-se com Carlos Alberto paralizando a partida por três minutos. Após o atendimento, o jogador continuou até o final do primeiro tempo mas tonto, já sinalizava que não continuaria na etapa final.

Substitutos decidem jogo

Para o segundo tempo, Vladimir substitui Rafael na meta santista. Baiano de Ipiaú, o Muqueca, como é chamado pelo elenco santista, fazia sua estreia no campeonato jogando em seu estado. E, apoiado pelos seus familiares que o acompanhavam no estádio, o jogador não decepcionou.

Assim como no primeiro tempo, foi o Santos que teve a primeira grande chance. Aos oito minutos, Ganso inteceptou passe errado da zaga baiana e emendou com a perna direita um chutaço que explodiu no travessão.

Mas logo o time da casa voltou a dominar a partida impedindo o Santos de trocar passes. Porém, falhando nas finalizações, não levava perigo à meta santista. Aos 29, a melhor chance. Gabriel, dentro da área e de frente para o gol chutou para o providencial desvio de Vladimir que evitou outra boa chance tricolor. Três minutos depois, foi a vez de Reinaldo finalizar para fora. Tantos erros acabaram custando a vitória do time da casa.

Em lance isolado do ataque santista, Elano cobrou escanteio e o goleiro afastou. No rebote, Henrique tocou de cabeça para Alan Kardec, que havia acabado de substituir Borges, de primeira, surpreender o goleiro Marcelo Lomba e, por cobertura cobertura, marcar o "espirituoso" gol que garantiu a vitória alvinegra.


FICHA TÉCNICA
BAHIA 1 X 2 SANTOS

Estádio: Pituaçu, em Salvador (BA)

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Nadine Scharam Camara Bastos (SC). 

BAHIA: Marcelo Lomba; Marcos (Gabriel, aos 22'/2ºT), Paulo Miranda, Titi, Ávine; Marcone, Fahel, Diones (Ricardinho, aos 31'/2ºT), Carlos Alberto; Jones e Júnior (Reinaldo, aos 20'/2ºT). Técnico: René Simões.
SANTOS: Rafael (Vladimir, no intervalo); Arouca, Bruno Rodrigo, Durval, Léo; Adriano, Henrique, Elano (Bruno Aguiar, aos 43'/2ºT), Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec, aos 30'/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

 

GOLS: Neymar (0-1), aos 3'/1ºT ; Júnior (1-1), aos 28'/1ºT ; Alan Kardec (1-2), aos 38'/2ºT.
Cartões amarelos: Marcone, Carlos Alberto e Fahel (Bahia) Léo e Adriano (Santos). 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Borges marca dois, perde pênalti e Santos volta ao Z4

Borges lamenta pênalti perdido
Foto: Leandro Amaral/Futura Press
O Santos até deu pinta de que voltaria a vencer. Após dizer na última terça-feira que a equipe precisava de uma boa sequência de vitórias para seguir com chances no Brasileirão, Borges marcou duas vezes tornando-se artilheiro do campeonato. Mas perdeu um pênalti e viu o Coritiba, com um jogador a mais, virar a partida impondo ao Santos o terceiro jogo seguido sem vitória.

Com o resultado, o Peixe volta para a zona de rebaixamento uma vez que o Atlético-PR derrotou o Cruzeiro. Já o Coritiba alcançou os 24 pontos e agora é o 9º. Na próxima rodada, ambas equipes jogam domingo fora de casa. Enquanto o Coxa viaja até Florianópolis, onde encara o Avaí, às 16h, o Santos vai à Salvador, enfrentar o Bahia, às 18h.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011
CONFIRA AQUI A TABELA DE JOGOS DO SANTOS

Santos começa bem, mas sofre mais um gol de cabeça

O jogo mal havia começado e a torcida do Santos já comemorou. Logo aos quatro minutos, Pará, em belo cruzamento, encontrou Borges livre. O atacante cabeceou firme, para o chão, sem chances para o goleiro Edson Bastos. O gol precoce acomodou a equipe santista que recuou e não mais incomodou a zaga paranaense.

Aproveitando-se da situação, o Coritiba foi avançando. Aos 18 minutos, Tcheco cobrou escanteio e Jonas cabeceou para fora. Sinal amarelo para a zaga santista, muito criticada nos cruzamentos aéreos. Um minuto depois, Léo Gago, em cobrança de falta, acerta a trave esquerda de Rafael.

O Santos só voltou a incomodar aos 32 minutos quando Ganso tocou em profundidade para Borges. O atacante ganhou da marcação mas na hora do chute foi travado pela zaga. A resposta do Coxa veio rápida. Um minuto depois, Léo Gago, da intermediária, cruzou. A zaga tentou fazer a linha de impedimento, mas Jéci, sozinho e em posição legal, acertou cabeçada no contrapé de Rafael empatando a partida. Foi o quinto gol de cabeça sofrido pelo Peixe.

Ex-santista marca gol = derrota do Santos

Disposto a desempatar, o Santos começou o segundo tempo de forma semelhante. Aos 11 minutos, boa jogada de Neymar que invadiu a área e abriu na direita para Pará. O lateral cruzou forte e rasteiro. Borges, novamente ele, antecipou-se a zaga, resvalando na bola e colocando novamente o Peixe na frente do marcador. Foi o décimo gol do novo artilheiro do Brasileirão.

Cinco minutos depois, em jogada parecida, Neymar cruzou rasteiro, mas Borges não alcançou. A resposta do Coxa veio aos 20 quando Jonas, também em cruzamento rasteiro, encontrou o ex-santista Marcos Aurélio, de frente para o gol, chutar forte e estufar as redes sem chances para o goleiro Rafael. Foi a quarta vez que um ex-santista marcou gol no Santos. E em todas as outras, a equipe saiu como perdedora. Seria um sinal?

Aos 23 minutos, Neymar sofreu pênalti duvidoso de Léo Gago. Era a chance de quebrar a sina dos "ex-santistas". Mas Edson Bastos acertou o canto evitando o hat-trick de Borges.

O erro não desanimou os santistas, que continuavam buscando o gol da vitória. Mas aos 30 minutos, Pará recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a menos, o empate parecia um bom resultado. Contudo, aos 42 minutos, Léo Gago avançou com velocidade e chutou forte, no canto esquerdo de Rafael, selando a vitória paranaense.

No final, ainda deu tempo para Edu Dracena, que voltava de suspensão, ser expulso por reclamação e Neymar receber mais um amarelo, mantendo os 100% de aproveitamento (cinco jogos, cinco cartões, cinco derrotas).

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 3 CORITIBA

Estádio: Vila Belmiro

Árbitro: Antonio F. de Carvalho Schneider (RJ)

Auxiliares: Wagner de Almeidas Santos(RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)

Renda e público: R$ 128.650,00 / 5.143 pagantes


SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval, Léo; Adriano, Arouca (Bruno Aguiar, 33'/2ºT), Henrique e Ganso (Felipe Anderson, 40'/2ºT); Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

CORITIBA: Edson Bastos; Jonas, Jéci, Emerson e Lucas Mendes; Léo Gago, Leandro Donizete, Tcheco (Geraldo, 33'/2ºT) e Rafinha; Aderson Aquino (Marcos Aurélio, Intervalo) e Bill (Leonardo, Intervalo). Técnico: Marcelo Oliveira.


GOLS: Borges, 3'/1ºT (1-0); Jeci, 34'/1ºT (1-1); Borges, 11'/2ºT (2-1); Marcos Aurélio, 20'/2ºT (2-2) e Léo Gago, 42'/2ºT (2-3)
Cartões amarelos: Durval, Arouca, Neymar (SAN); Emerson, Jeci, Bill, Tcheco, Leandro Donizete, Léo Gago, Edson Bastos, Leonardo (COR)

Cartões vermelhos: Pará, 30'/2ºT; Edu Dracena, 47'/2ºT

sábado, 13 de agosto de 2011

Anselmo pesca o peixe e Atlético-GO derrota o Santos por 2 a 0

Neymar tenta desvincilhar-se da marcação
Foto: Adalberto Marques/AGIF

Durou pouco a invencibilidade santista. Mesmo com Neymar e Ganso em campo, a equipe não foi capaz de superar o Atlético-GO em Goiânia. O nome do jogo foi o atacante Anselmo que marcou o primeiro gol e fez a jogada do segundo marcado por Diogo Campos. Foi a primeira vitória do time sobre o Santos na história do Campeonato Brasileiro (antes de hoje houve três jogos com três vitórias santistas).

Com a vitória, o Dragão saiu da zona de rebaixamento e agora, com 16 pontos, ocupa a 14ª posição, uma a frente do Santos, que tem um ponto e dois jogos a menos. Cada vez mais longe do topo, o Peixe volta a campo na próxima quarta-feira (17), na Vila Belmiro, contra o Coritiba. Já o Atlético viaja até o Rio de Janeiro onde na quinta-feira (18), enfrenta o Flamengo.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011

Neymar o faz tudo

Sem o capitão Edu Dracena, coube ao experiente Léo usar a braçadeira de capitão. E sem Elano, Neymar era o encarregado das cobranças de faltas e escanteios. Muito marcado, o atacante, assim como Borges, pouco aparecia no início do jogo. O Atlético-GO, apesar de jogar em casa, se fechava buscando os contra-ataques. A primeira finalização santista só ocorreu aos nove minutos, em chute de fora da área do volante Henrique, que passou muito longe da meta defendida por Marcio.

As principais chances do time da casa eram criadas pelo lado direito, nas investidas do lateral direito Adriano. Contudo, em um ataque do time da casa, a bola acaba sobrando para outro Adriano, o do Santos. O volante puxou contra-ataque chegando até a área adversária. Sem a criatividade de um "camisa 10", tocou para Ganso que abriu na direita para Borges. Mas o passe saiu muito forte e o atacante não conseguiu dar prosseguimento a jogada. Apesar de mais participativo que nas últimas rodadas, Paulo Henrique Ganso pouco lembra aquele meia que todos pediam na Seleção que disputou a última Copa.

Disposto a mudar o panorama do jogo, Neymar saiu da área, na esperança de criar suas jogadas a partir do meio de campo. Aos 30 minutos, o atacante tenta a tabela com Ganso. Na hora de receber a bola, em disputa com o lateral Adriano, o camisa 11 cai na área e rapidamente pede pênalti. O juiz, além de não marcar a infração, dá cartão amarelo para o atacante santista. Foi o quarto cartão amarelo de Neymar em quatro jogos disputados.

O lance assustou a zaga goianiense. Um minuto depois, Agenor erra a saída de bola deixando a livre para Neymar. De frente para o gol, o atacante encobriu o goleiro Marcio. Na sequência do lance, o zagueiro se recupera e, em cima da linha, evita o gol certo de Neymar, que se preparava para concluir o lance com a cabeça.

Dois minutos depois, em cobrança de falta na entrada da área, novamente Neymar tentou o gol. Aos 41 minutos, de novo o camisa 11, arma a jogada tocando para Borges, que faz o pivô e passa para a passagem de Arouca. O camisa 5 chuta cruzado exigindo boa defesa de Marcio.

Anselmo aparece, pesca o peixe e decide a partida


Se no primeiro tempo o time da casa foi cauteloso, com medo das investidas da equipe santista, no segundo tempo o Dragão teve outra postura e partiu para o ataque. Logo aos dois minutos Juninho, pela direita, cruza para Anselmo. Bruno Rodrigo se antecipa e evita a jogada. Um minuto depois foi a vez do lateral Adriano, que de fora da área, chuta para defesa de Rafael.

Aos 13 minutos, bombardeio goiano. Thiaguinho chuta da meia lua e Rafael faz boa defesa. No rebote, Anselmo não alcança e o próprio goleiro afasta. A bola sobra para Juninho, que em boa jogada do lado direito, dribla Arouca e Durval cruzando rasteiro para a finalização de Thiago Feltri, que chuta em cima do goleiro santista.

Disposto a vencer, aos 14 minutos, Muricy tirou o volante Henrique substituindo-o pelo atacante Diogo. Aos 18 minutos, Neymar, na lateral esquerda, toca para Ganso que na meia lua apenas faz o corta-luz para Diogo, da entrada da área, chutar forte mas para fora. Aos 23 minutos, Ganso, mesmo desequelibrado, faz bom passe para Diogo na direita. O atacante cruza rasteiro até Neymar, que atrapalhado pela zaga, toca por cima do goleiro Marcio, mas para fora.

E apesar do momento santista, quem marcou foi o Atlético. Aos 24 minutos, em lindo voleio, Anselmo exigiu ótima defesa de Rafael. A bola continuou com o time da casa até chegar a Diogo Campos - que havia entrado no lugar de Thiaguinho - da entrada da área chutar forte. A bola explode na zaga e na sobra, novamente Anselmo, se antecipa ao goleiro Rafael e toca a bola para o fundo das redes. Foi o quinto gol do artilheiro goiano que na comemoração simulou estar pescando um peixe.

O gol pareceu abater o time santista que não mais conseguiu criar jogadas. O segundo gol da equipe goiana não tardou. Aos 34, nova pane da defesa alvinegra. Anselmo ganhou de Bruno Rodrigo e cruzou da esquerda para Diogo Campos, sozinho dentro da área, só empurrar para o gol.

Na parte final, Muricy ainda sacou Borges e Ganso para as entradas de Alan Kardec e Felipe Anderson. No abafa, a equipe santista colocou duas bolas na trave em cabeçada de Bruno Rodrigo e chute de Neymar. Mas nada capaz de diminuir o prejuízo e evitar mais uma derrota da equipe que vaiada, segue como a pior visitante do campeonato.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-GO 2X0 SANTOS
Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)

Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF)

Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Adnilson da Costa Pinheiro (MS).


ATLÉTICO-GO: Márcio, Adriano, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Bida e Thiaguinho (Diogo Campos, 16'/2T); Juninho (Ernandes, 28'/2T) e Anselmo (Leonardo, 45'2T). Técnico: Jairo Araújo.


SANTOS: Rafael, Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Henrique (Diogo, 14'/2T) e Ganso (Felipe Anderson, 36'/2T); Neymar e Borges (Alan Kardec, 34'/2T). Técnico: Muricy Ramalho.

GOLS: Anselmo, 24'/2T (1-0); Diogo Campos, 34'/2T (2-0)
Cartões amarelos: Agenor (ATG); Neymar (SAN)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

0 a 0 em Clássico sem estrelas e sem emoção

Borges e Leandro Castan - Foto: Fernando Pilatos
Se o Santos contava com os nove pontos dos três jogos atrasados para iniciar uma arrancada no Brasileirão precisará refazer as contas. “Pagando” a primeira partida que deve, o time de Muricy Ramalho não passou de um empate sem gols com o Corinthians, nesta quarta-feira. E mesmo ganhando duas posições, ainda continua longe dos líderes, na 14ª colocação. Já o rival, subiu apenas um degrau, o mais alto, e com o resultado não vê mais ninguém a sua frente. Com os mesmos 33 pontos que o Flamengo, mas com uma vitória a mais – 10 a 9 – retomou a liderança do Brasileirão.

Ná próxima rodada, a equipe santista viaja até Goiânia, onde enfrenta no sábado, às 18h30, o Atlético-GO. Já o Corinthians, recebe no domingo, o Ceará, às 16h, no Pacaembu.


CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011

Sem estrelas = futebol fraco

A noite fria e a chuva fina devem ter desanimado os times. Muricy, que durante a semana treinou a equipe com três zagueiros, acabou escalando o time com Ibson e Elano na armação. Já Tite, apostou novamente em Danilo e Alex como cérebros da sua equipe. E mesmo com tanta "criatividade", o que menos se via no início da partida eram jogadas bem criadas. Faltavam jogadas individuais, arrancadas, passes em profundidade. Em suma, faltavam Neymar, Ganso, Liedson e Jorge Henrique.

Somente aos dez minutos, ocorreu o primeiro lance importante da partida. Não se tratou de nenhum chute perigoso ou defesa espetacular e sim a lesão do lateral corintiano Fabio Santos. Após disputa de bola com Arouca, o jogador caiu de mal jeito e fraturou a clávicula. Fabio desfalcará a equipe por dois meses. Sem um lateral-esquerdo no banco, Tite optou por improvisar Weldinho no setor.

Melhor no primeiro tempo, o Corinthians, aos poucos, começou a acertar os passes e encurralar o Santos. Aos 22 minutos, criou a primeira boa chance quando Alex tabelou com Emerson e finalizou para fora. Um minuto depois, em jogada semelhante, Emerson recebeu de Willian, invadiu a área e tocou por cima do goleiro Rafael.

O Santos só assustava em bolas alçadas na área por Elano, que o goleiro Danilo Fernandes sempre afastava. Quando tentava jogar pelo chão, a equipe esbarrava ou na dupla de volantes, ou na dupla de zagueiros. Aos 31 minutos o Peixe conseguiu sua primeira finalização. Após bola mal afastada pela zaga corintiana, Pará tocou rápido para Elano que chutou cruzado para fácil defesa do goleiro corintiano.



Santos melhora, mas peca nas finalizações

Apesar de voltar igual no 2º tempo, Muricy pediu uma importante mudança tática ao time. "Falei para o Diogo encostar mais no Borges. Com dois jogadores na área, 'tiramos' um volante do Corinthians do meio-campo e ganhamos espaço para o Elano e Ibson armarem as jogadas", explicou o treinador no final do jogo.

A mudança surtiu efeito. Logo aos cinco minutos, Borges, pela direita, recebeu passe de Arouca e tocou para a rápida passagem de Elano. O meia chutou cruzado e exigiu boa defesa de Danilo.

Aos 15 minutos, Henrique levantou a bola para Diogo, que de cabeça passou para Ibson chutar de primeira por cima do gol. Aos 22 minutos, a melhor chance da partida. Elano levantou bola na área e Borges, sem marcação e em posição legal, chutou para fora. Pela primeira vez, desde que chegou ao Santos, o atacante saiu da Vila Belmiro sem marcar gols.

Nos minutos finais, Muricy ainda tentou mudar a partida ao colocar Alan Kardec e apostar nos cruzamentos. Entretanto, com os pés tortos dos laterais, nenhuma bola chegou ao esguio atacante.

Melhor jogador do Santos na partida, Elano, que foi substituido por Adriano após sentir dores no tornozelo, recebeu seu terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Atlético-GO. Aplaudido, o meia parece novamente em paz com os torcedores. No final da partida, ainda deu tempo para Edu Dracena receber cartão amarelo por reclamação. Também pendurado, o capitão desfalca a equipe na próxima rodada. No fim, 0 a 0 e a esperança de que no segundo turno não haja tantos desfalques.

FICHA TÉCNICA:


SANTOS 0 X 0 CORINTHIANS

Estádio:
Vila Belmiro, Santos (SP)


Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)

Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Rogério Pablos Zanardo (SP)
Renda e público: R$ 226.730,00 / 9.714 pagantes



SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Henrique, Elano (Adriano, 30'/2ºT) e Ibson; Diogo (Alan Kardec, 34'/2ºT) e Borges. Técnico: Muricy Ramalho
CORINTHIANS: Danilo Fernandes, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Welder, 13'/1ºT); Moradei e Paulinho; Willian (Elias Oliveira, 23'/2ºT), Alex e Danilo; Emerson. Técnico: Tite

Cartões amarelos: Elano, Edu Dracena (SAN)

domingo, 7 de agosto de 2011

Sem Neymar, Santos ‘povoa’ meio de campo e volta a vencer

Borges comemora seu gol fotogrando
os torcedores - Foto: Agência Estado
Com Neymar em campo foram três derrotas seguidas e 10 gols sofridos. Sem o craque e com um time preocupado mais com a marcação, o Santos voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time venceu o Ceará por 1 a 0 no Pacaembu, em jogo válido pela 15ª rodada. Com três jogos a menos que a maioria dos times, o Peixe pode deixar a zona de rebaixamento já nesta rodada, caso Avaí e Atlético-GO não vençam seus jogos contra São Paulo e Bahia, respectivamente.

Se os rivais não vencerem, o Santos manterá a 16ª colocação com 14 pontos em 12 jogos. Já o Ceará, que somou sua terceira derrota seguida, é o 12º colocado com 18 pontos.

CONFIRA AQUI A CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO 2011

O Santos agora se prepara para o clássico contra o Corinthians, na quarta-feira, em jogo adiado na 5ª rodada. Na Vila Belmiro, às 21h50, o Peixe seguirá sem Neymar e também não contará com Ganso, que estarão a serviço da Seleção Brasileira em amistoso contra a Alemanha. O lateral-esquerdo Léo deve retornar aós cumprir suspensão. Já o Ceará dá uma pausa no Campeonato Brasileiro e muda o foco para o Copa Sul-Americana. Também na quarta-feira, o time recebe o São Paulo, às 19h30, no Presidente Vargas.

‘Povoação’ no meio de campo dura pouco e Arouca relembra tempos de São Paulo

Depois de levar dez gols nos últimos três jogos, o técnico Muricy Ramalho aproveitou que não teve Léo e Neymar, suspensos por terem recebido o terceiro cartão amarelo, e colocou em campo um time mais preocupado com a marcação. Os escolhidos pelo treinador foram dois estreantes: Leandro Silva e Henrique. Com a opção, o Santos tinha cinco jogadores no meio de campo (Ibson, Henrique, Elano, Arouca e Ganso) com Borges isolado no ataque e Pará improvisado na lateral-esquerda.

A marcação no meio funcionava, mas a bola pouco chegava em Borges, tanto que as primeiras chances de perigo do Peixe foram em dois chutes de fora da área de Elano. Aos 9, ele cobrou falta e Diego espalmou para escanteio. O goleiro também trabalhou quando o meia arriscou de fora da área, aos 31.

O Ceará, assim como Santos tinha desfalques e estréia – Vicente e Diego Sacoman suspensos, João Marcos lesionado e Roger estreando -, mas assustava o Santos nas rápidas descidas do atacante Oswaldo. Aos 15, ele passou fácil por Leandro Silva, driblou Edu Dracena e saiu na cara de Rafael, que saiu bem e evitou o pior.

Dois minutos depois o estreante Leandro Silva levou a pior de novo. Ele apostou corrida com Egídio e só conseguiu parar o lateral cearense com falta. Amarelo para o santista. Na cobrança, Thiago Humberto colocou na área e por pouco o zagueiro Anderson Luís não abriu o placar. Aos 24, Leandro Silva, claramente nervoso, fez outra falta dura e acabou com a paciência de Muricy. No mesmo instante, ele chamou o atacante Diogo, que foi a campo aos 27, no lugar do lateral.

Com a substituição, Arouca, assim como nos tempos de São Paulo, atendeu um pedido de Muricy e passou a atuar na lateral-direita, e Borges ganhou um companheiro de ataque. E deu certo. Aos 32, o volante fez boa tabela com Elano e, já na grande área, chutou cruzado. No rebote do goleiro Diego, Borges, com a ponta chuteira, fez seu oitavo gol na competição. Ele só está atrás de Ronaldinho, com nove.

O gol animou os 10.105 torcedores e os jogadores santistas. Dois minutos depois do gol, Arouca, de novo, chegou à linha de fundo e cruzou na cabeça de Borges, que foi travado por Fabrício. O caminho era pela direita. Em outra jogada de Arouca e Elano, aos 39, o volante achou Ganso livre embaixo da trave. O camisa 10 conseguiu o mais difícil, mandou por cima e perdeu uma chance incrível.

Longe de ser aquele jogador do ano passado, Ganso tentava melhorar seu futebol, muito fraco nas ultimas rodadas e até conseguiu com alguns passes de genialidade como um de letra para Elano, no meio de campo.

Sonolência e mais gente pra marcar

Se no primeiro tempo, o Santos teve suas melhores chances com Arouca, improvisado na lateral-direita, foi com Pará, outro lateral improvisado, que começou assustando o Ceará na segunda etapa. Aos 9, o lateral, conhecido pelas demonstrações de garra durante os jogos, pedalou pra cima de Boiadeiro e cruzou para Diogo ajeitar, de cabeça, e Elano mandar uma bomba, exigindo grande defesa do goleiro Diego.

Aos 12, no melhor estilo Pará, aos trancos e barrancos, ele foi derrubado na entrada área por Boiadeiro. Na cobrança, Elano cobrou e Diego fez a defesa. A única chance de perigo do Ceará foi aos 16, quando Felipe Azevedo, que substituiu Boiadeiro, cruzou e Roger mandou para as redes, mas o auxiliar já havia marcado corretamente o impedimento.

Mais preocupado em marcar do que atacar o Santos parecia satisfeito com o resultado. Prova disso, foram as alterações feitas por Muricy Ramalho. Adriano, retornando de contusão, substituiu Ibson, aos 18, e o zagueiro Bruno Aguiar também foi a campo, quando Borges sentiu uma lesão já aos 37. Depois de três jogos fazendo apenas uma substituição, o técnico Muricy Ramalho voltou a utilizar as três modificações possíveis.

Com muitos jogadores com caracteristicas de marcação, o Santos anulou as poucas investidas do time cearense, que mesmo com as substituições do técnico Vagner Mancini, não assustou a meta de Rafael. Apesar do pouco futebol demonstrado o Santos volta a vencer e, de quebra, já pode deixar a zona da degola nesta rodada. Um respiro para o time que encara o, agora, vice-líder Corinthians.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1 X 0 CEARÁ
Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa
Auxiliares: Julio César Rodrigues Santos e Luiz A. Muniz de Oliveira
Renda e público: R$ 271,850,00 / 10.105 pagantes

SANTOS: Rafael, Leandro Silva (Diogo, 27'/1ºT), Edu Dracena, Durval e Pará; Arouca, Henrique, Ibson (Adriano, 18'/2ºT) e Elano; Ganso e Borges (Bruno Aguiar, 37'/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.
CEARÁ: Diego, Boiadeiro (Felipe Azevedo, 14'/2ºT), Fabrício, Anderson Luís e Egídio; Michel, Heleno, Rudnei e Thiago Humberto (Enrico, 23'/2ºT); Osvaldo e Roger (Washington, 28'/2ºT). Técnico: Vágner Mancini.

GOLS: Borges, 32'/1ºT (1-0)
Cartões amarelos: Leandro Silva, Henrique (SAN); Rudnei, Heleno, Fabrício (CEA)